terça-feira, 22 de maio de 2018

Caminhoneiros protestam contra aumentos abusivos dos combustíveis em 17 estados



Caminhoneiros paralisam rodovias em 17 estados do país nesta segunda-feira (21) em protesto contra os sucessivos aumentos nos preços do diesel. A categoria já havia avisado sobre a realização da greve caso não fossem atendidas algumas reivindicações apresentadas ao governo federal.

Entre outros pontos, os caminhoneiros pedem a redução da carga tributária sobre o diesel, com redução da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). A paralisação foi convocada pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam).

Nos últimos 12 meses, o diesel subiu 15,9% no posto. O aumento é resultado da nova política de preços adotada pela Petrobras, que repassa para os combustíveis a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo.

Em alguns estados, o valor do diesel atinge 60% do frete pago pelo contratante do serviço. Para o presidente do Sinditac de Minas Gerais, Antônio Vander Silva Reis, que está acompanhando os protestos no estado, o que tem sido cobrado de combustível está inviabilizando o trabalho dos caminhoneiros.

"Hoje o combustível já está ultrapassando em 60% o valor do frete”, disse ele ao jornal Estado de Minas, explicando que o impacto na atividade de quem trabalha com fretes é enorme, pois o preço pago pelos contratantes dos serviços não mudou. Logo, se um motorista pega um serviço de transporte de mercadoria por R$ 1000, R$ 600 são destinados somente ao combustível.

Uma reunião com ministros no final do dia, no Palácio do Planalto, deve discutir o assunto. E apesar dos protestos de hoje, a Petrobras anunciou um novo aumento no preço do diesel e da gasolina nas refinarias.


FONTE: Portal CTB com agências - foto: Paulo Filgueiras / EM / D.A. Press

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