terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ANO LETIVO PODERÁ NÃO SER INICIADO EM CAICÓ



NOVA GREVE NA EDUCAÇÃO MUNICIPAL PODERÁ RETARDAR INÍCIO DO ANO LETIVO
Assembleia decidirá rumos das lutas em 2012

Os Professores da rede municipal de ensino de Caicó poderão decretar GREVE logo no início do ano letivo. Duas questões que podem ser motivo de novo movimento paredista é o fato de os Professores não terem recebido, até agora, a diferença do 13º salário 2011 que foi pago errado aos funcionários da educação, fato que vem causando forte descontentamento na categoria, isso porque, a folha do 13º de 2011 não foi paga com o valor total da remuneração devida e de direito.
Apesar da folha para o pagamento da diferença do 13º já esta pronta, segundo informações da secretaria Municipal da Educação e da Secretaria Municipal da Administração, até agora a prefeitura vem adiando o pagamento sem maiores justificativas.
Outro forte motivo que pode trazer a tona os conflitos entre governo e Professores é o não reajuste do Piso Salarial Nacional do Magistério, que deveria ter sido efetuado desde o dia 1º de janeiro, em observância a Lei 11.738/2008 e até agora nada foi apresentado aos Professores, causando prejuízo salarial que se acumula desde janeiro de 2009. O percentual para o reajuste anual de acordo com os valores do MEC é de 22,22%.
Segundo informações do SINDSERV.,  se até 8 de março não for apresentada nenhuma proposta sobre estas duas questões em conflito aos Professores da rede municipal de ensino caicoense, nova GREVE deve ser decretada por tempo indeterminado. O início das aulas está previsto para o dia 1 de março e a Semana Pedagógica para o período de 23 a 27 de fevereiro.
O caldeirão começou a ferver!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Inscrições do Concurso Público da Prefeitura de Caicó começaram hoje

Teve início hoje (06) e vai até o dia  05 de março, o período de inscrições para o Concurso Público de Caicó. Poderão ser feitas exclusivamente através da internet, no site www.fundacaofuc.com.br, onde o candidato deverá optar sobre o cargo a concorrer, secretaria, local de lotação, e/ou programa do governo federal, quando for o caso.   Quem não tiver acesso a internet, poderá utilizar o posto de inscrição localizado no Núcleo de Tecnologia Municipal – NTM, situado na Av. Monsenhor Severiano, s/n, ao lado da Secretaria Municipal de Infra-estrutura, para efetuar a sua inscrição.
As provas serão aplicadas, em Caicó na data provável de 14 de abril de 2012, no horário vespertino, das 14h às 17hs para os cargos de nível superior e na data de 15 de abril no horário matutino, das 8h às 11hs para os cargos de nível médio e no horário vespertino, das 14h às 17hs, para os cargos de Nível fundamental completo e incompleto, cujos locais e horários serão informados no Cartão de Inscrição do Candidato. 
Confira abaixo todos os cargos:
CARGOS DE NÍVEL FUNDAMENTAL – 63 vagas com salários de 622 reais e Inscrição no valor de 40 reais
Auxiliar de Serviços Gerais - 2 vagas
Auxiliar de Serviços Gerais Controle de Abastecimento d’água - 2 vagas
Auxiliar de Serviços Gerais de Lavagem de Veículos e Máquinas - 1 vaga
Auxiliar de Serviços Gerais Recebedor de Animais - 3 vagas
Auxiliar de Serviços Gerais Carga e Descarga de Mercadorias - 4 vagas
Calceteiro - 2 vagas
Capturador - 3 vagas
Coveiro - 2 vagas
Jardineiro - 1 vaga
Lubrificador de Veículos Automotores - 1 vaga
Marceneiro - 1 vaga
Merendeira - 19 vagas
Motorista - 2 vagas
ORIENTADOR DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL
Corte e Costura em Malha - 2 vagas
Corte e Costura em Tecido - 1 vaga
Pintura em Tecido - 1 vaga
Rebordado com Pedrarias - 1 vaga
Pintor - 2 vagas
Tratorista - 4 vagas
Segurança - 1 vaga
Vigia - 8 vagas
CARGOS DE NÍVEL MÉDIO – 111 vagas com salários de 622 reais e Inscrição no valor de 50 reais
Agente Comunitário De Saúde – 18 vagas
Agente Fiscal – 5 vagas
Assistente Administrativo- 1 vaga
Auxiliar Administrativo – 19 vagas
Auxiliar de Consultório Odontológico – 10 vagas
Cuidador de Residência Teraupeuta – 2 vagas
Fiscal Sanitário – Técnico – 6 vagas
Operador de Sistema - 1 vaga
Orientador de Formação Profissional em Informática – 1 vaga
Orientador Sócioeducaional – 6 vagas
Técnico Em Construção Civil – 2 vagas
Técnico Em Enfermagem – 40 vagas
CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – 70 vagas com salários variados e inscrição no valor de 70 reais
Arquiteto – 1 vaga
Arquivista - 1 vaga
Contador – 1 vaga
Educador Físico – 3 vagas (Remuneração varia)
Enfermeiro – 03 vagas
Engenheiro Agrônomo – 1 vaga
Fiscal Sanitário – Farmacêutico / Bioquímico – 1 vaga
Fiscal Sanitário – Odontólogo – 1 vaga
Fiscal Sanitário – Enfermeiro – 1 vaga
Fisioterapeuta – 1 vaga
Fonoaudiólogo – 1 vaga
Médico Anestesista – 2 vagas
Médico Generalista – 17 vagas
Médico Neurologista – 1 vagas
Médico Pediatra – 1 vaga
Médico do Trabalho – 2 vagas
Nutricionista – 6 vagas
Procurador - 02 vagas
Pedagogo – 2 vagas
Professor polivalente 1º ao 5º - ensino fundamental – 3 vagas
Professor Educação Infantil – 1 vaga
Psicólogo – 7 vagas
Psiquiatra – 6 vagas
Terapeuta Ocupacional – 4 vagas
Veterinário – 1 vaga
 
 

O conhecimento das leis é necessário a uma boa gestão escolar

A idéia de gestão democrática, hoje bastante disseminada e sujeita a muitas interpretações, traz novos desafios ao diretor da escola, que passa a dividir o poder de gestão com outros atores (pais, alunos professores, supervisores, conselhos). No entanto, o diretor não deixa de ser a figura central na administração escolar, pois é ele o principal responsável pela gerência dos recursos financeiros, matérias e humanos e pelas decisões tomadas no âmbito de sua gestão.
 
Diante dessa nova realidade, em que o diretor deixa de ser um chefe para se tornar uma espécie de “diplomata” a intermediar uma gama de interesses e conflitos que emergi da participação de novos atores na tarefa de gerir a instituição, torna-se ainda mais relevante o conhecimento dos textos legais, pois o conhecimento das leis, decretos, portarias que orientam e estabelecem diretrizes para o funcionamento da escola é interessante para que o gestor possa fundamentar suas propostas, suas decisões e explicar a razão de seus procedimentos.
 
Contudo, não se trata de adquirir conhecimentos para que este possa servir como instrumento de manipulação, mas, isso sim, para ser socializado com os demais atores envolvidos ou interessados no sucesso da escola, de modo que os mesmo também possam fundamentar-se e contribuir nos debates, dando melhores respostas as demandas existentes.
 
Não obstante, é importante ressaltar que os textos legais não são formas rígidas, nem formulas mágica a oferecer receitas infalíveis para todos os tipos de problemas. A legislação educacional é complexa, os decretos acumulam-se ano a ano, além de mudarem de região para região. Assim, haverá sempre casos em que as leis não fornecerão respostas e que requererão a criatividade e o esforço da do gestor e dos membros da comunidade escolar.
 
A inovação, a criatividade dos gestores para, junto com a comunidade escolar dar respostas aos problemas surgidos na escola não anula, contudo, a importância das leis. Afinal, nem tudo precisa ser recriado e a educação não pode ser tratado como um barco a deriva.
 
Desse modo, aqueles que têm a frente à missão de dirigente escolar, ou os que almejam tê-la, deve ser um conhecedor e um pesquisador incansável das leis educacionais, socializando com os demais membros da escola, fundamentando melhor as tomadas de decisões no enfrentamento dos problemas e, sempre que necessário, fazendo uso da criatividade, da inovação.

   

sábado, 4 de fevereiro de 2012

COMBATER A HOMOFOBIA É INDISPENSÁVEL PARA CONSTRUÇÃO DA ESCOLA DEMOCRÁTICA


Sabe-se que a discriminação sexual, e as diversas formas de violência que a ela se associam, está bastante presente no cotidiano escolar, sendo um mal que precisa ser combatido, pois além de danos físicos, psicológicos e sociais tem sido um dos responsáveis pela evasão dos alunos vitimados.
 
Insultos, piadinhas e até espancamentos contra aqueles que assumem uma opção sexual fora dos padrões “tradicionais” apresentam-se como razões que ajudam a explicar o fato de muitos alunos deixarem a escola, numa atitude de defesa, auto-preservação diante de seqüência de agressões.
 
Dessa forma, em razão de um ambiente escolar agressivo, as vítimas de violência homofóbica acabam desenvolvendo medo da escola, tristeza, depressão. A escola, que deveria ser o lugar da socialização, do provimento de situações interativas e educativas no combate a toda forma de discriminação, ao adotar uma atitude omissa e, portanto, conivente diante da homofobia, torna-se espaço da exclusão social.
 
A origem dos estudantes, muitas vezes imersos a uma cultura machista, além da falta de profissionais capacitados e sensibilizando para enfrentar a temática da discriminação sexual, são fatores que ajudam a entender essa lastimável realidade.
 
Entende-se, portanto, que para a construção de uma escola verdadeiramente democrática faz-se necessário o combate a toda forma de preconceito e, entre elas, a homofobia, capacitando e sensibilizando o corpo docente e demais profissionais da escola a desenvolverem projetos e práticas cotidianas que integre toda a comunidade escolar no enfrentamento e combate a discriminação sexual.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

VALE A PENA LER ESTE ARTIGO!

CARNAVAL EM CAICÓ: NEM TÃO GRANDE ASSIM!

Professor Antônio Neves

"Se a gente com o trio não pula
A culpa é de quem manipula
E não pula o carnaval!"

O carnaval de Caicó, entra ano e sai ano e segue sofrendo do mal de sempre – falta de originalidade -. Ao contrário da imagem de grandiosidade que os meios de comunicação local tentam vender para alavancar o padrão carnavalesco da cidade, olhando bem, por trás da fantasia em destaque veremos que o nosso carnaval não é tão grande assim... É muita caneca pra pouca cerveja!

Diante de tantos argumentos premeditados que ouvimos pelas rádios, com radialistas difundindo uma imagem inexistente do carnaval caicoense, quem ainda não conhece tal festa, e ainda tá se guiando apenas pela propaganda midiática, ao chegar aqui vai se deparar com aquilo que o carnaval realmente é: a ilusão revelada numa infraestrutura capenga na cidade para se realizar um carnaval que, pela forma como é idealizado, tem gosto duvidoso... Só depois de tomar alguns goles e se procurar banheiros públicos para se fazer xixi, é que cai a ficha do folião... A grandeza do carnaval de Caicó é menor que a propaganda! Sobra lantejoula e faltam investimentos, compromisso administrativo com a realização das festas populares e, clareza do que é, e significa tradição carnavalesca de verdade. O resto sai na ressaca da quarta-feira de cinzas!

O carnaval de Caicó, nem de longe, é o terceiro maior do Nordeste, como insistem em fazer crer alguns deslumbrados. Quem tendenciosamente tenta passar esta afirmação como regra, na intenção de promover a festa momesca local, certamente ignora os históricos e tradicionais carnavais de Olinda e Recife-PE, Salvador e Feira-de-Santana-BA, ou até mesmo o de Macau-RN que cresce a cada ano. Desconheço os critérios usados por estes que insistem na fórmula apelativa do: vem pra cá a qualquer custo; pois, planejamento, organização e qualidade o carnaval de Caicó não tem, e estes são os principais critérios que compõem a grandeza de um evento de massa.

Se o critério usado para o marketing do carnaval caicoense for pela quantidade de pessoas que aqui visitam e a densa participação popular que saem às ruas, seja atrás do que sobrou das troças ou do trio-elétrico, tudo bem; vale o conceito de um bom carnaval, (por ser interiorano, ainda é tranquilo) mas é só isso. Com exceção dos blocos populares de rua (Alaursa e Treme-Treme) o resto é pura maquiagem para confundir as tradições que, já nem existem mais, a começar pelo péssimo gosto musical que nada tem haver com festa carnavalesca. Basta ouvir as bandas (de forró) que foram contratadas (por valores pouco merecedores) para animar as noites na Ilha de Santana, para ver que teremos um Carnaforró improvisado onde a juventude, desaculturada e alcoolizada, vai rebolar ao som do -“ai se eu te pego, assim você me mata”-... Deus me defenda, prefiro o Bloco do Lixo!!

E para os que vão me acusar de está fazendo o discurso do contra, achando que com esta opinião estou contribuindo para uma visão negativa do carnaval em nossa cidade, (o que não é verdade, apenas defendo a tese de que poderia ser melhor), acrescento ainda que, muitas pessoas usando o argumento de que o carnaval está virando festa para turistas, aproveitam-se do momento e transformam a festa em uma das mais cara$ da região. Nesta época, tudo o quanto é serviço e produto de consumo aumenta vertiginosamente de preço, exploração total. 

Comerciantes, vendedores ambulantes, prestadores de serviços querem ganhar em 10 dias o que não ganham no ano todo, seja com o preço (inflacionado) de aluguéis de imóveis, festas em clubes, transportes (taxi e moto-taxi), bebidas, alimentos ou até mesmo o preço de um simples cachorro-quente ou de uma garrafinha de água mineral. O negócio é lucrar. O comércio local acusa o poder público de não investir no evento, mas ao mesmo tempo só pensa no lucro, não entra com um só centavo para ajudar a animar a festa.

Pois é, o carnaval tá ai, sendo grande ou pequeno tem alguns espertos (principalmente no poder municipal) que nos últimos 15 anos tem se dado muito bem com esse modelo de festa carnavalesca imposta à cidade, sem que ninguém modifique a sua maneira de ser realizada. Muito ou pouco, com ou sem planejamento prévio, tem dinheiro público gasto no evento, e o povo, mesmo achando que poderia ser melhor, participa. Este modelo medíocre aqui estabelecido de se promover a maior festa popular do mundo (carnaval) da forma como tem sido até então, deixa aberto uma fenda de questionamentos que nos relega (apesar do esforço dos canais de comunicação) a apenas uma festinha de carnaval do interior, e nunca o terceiro maior carnaval do Nordeste.

E quando silenciarem os clarins, cantaremos:
“(...) ai quarta-feira ingrata
Chega tão depressa,
Só pra contrariar..."

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nem diferença do décimo e nem atualização do piso. Ficamos a ver navios!



Como todos sabem, o décimo terceiro salário dos servidores municipais de Caicó foi pago com base num calculo equivocado, uma vez que não levou em consideração o valor pago no mês de dezembro, resultando em prejuízos financeiros e no descontrole do orçamento familiar de centenas de trabalhadores.
 
Havia esperanças e boatos de que a diferença do décimo terceiro fosse pago juntamente com o salário do mês de janeiro.
 
Outro fato que tem gerado expectativas é o reajuste do valor do piso salarial. Com base na Lei 11.738, que versa sobre o piso nacional do magistério, a cada mês de janeiro o valor do salário base dos educadores deve ser atualizado.
 
Contudo, os servidores da educação do município de Caicó que foram ao Bradesco receber seu salário do mês de janeiro tiveram uma “surpresa” nada agradável. Nem piso nem diferença do décimo, só o salário (já defasado) limpo e seco.
 
Nesse caso, é bom que se entenda a palavra surpresa entre aspas bem alopradas. Afinal, na atual gestão municipal, em se tratando de política salarial para servidores da educação de Caicó nada é surpresa.
 
Realmente, infelizmente, ficamos a ver navios. Política salarial para educadores não é prioridade da prefeitura de Caicó. Até quando ficaremos no prejuízo?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PROFESSORES EM ESTADO DE ALERTA


Descumprimento do piso salarial sofrerá ação judicial


Não cabendo mais recursos do governo nem de prefeitos sobre a implementação da lei do piso nacional, a direção do Sinte-RN recorrerá - com medidas judiciais - à implantação imediata dos 22,22% com efeito retroativo a janeiro. Também será cobrado o 1/3 de hora atividade.
Segundo a coordenador do Sinte-RN em Mossoró, Rômulo Arnaud, o reajuste deve ser feito de acordo com o que o governo investe anualmente em cada aluno. "O piso é constitucional, é reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal", diz.
Rômulo afirma que o Governo do Estado ainda não demonstrou que irá reduzir a carga horária dos professores dentro da sala de aula. “A carga horária no Estado é de 30 horas”. Os professores devem ficar 20 horas na sala de aula, as outras dez são extra classe.
No entanto, os profissionais da educação ficam, normalmente, 24 horas no ambiente de ensino. Queremos que essa carga horária seja reduzida, afirma.
De acordo com o coordenador do sindicato, o Governo do Estado não estaria disposto a pagar o piso salarial. “Recebemos a informação de que o governo Rosalba, até agora, não determinou que o piso salarial fosse pago”.
A direção do Sinte-RN tem sugerido que a categoria conheça mais as ações judiciais que serão impetradas em defesa dos interesses dos trabalhadores. Lembra também que o fato de o Sindicato acionar a justiça não significa que isso substitua a campanha educacional e salarial, cuja pauta será aprovada nas assembleias da categoria.
FONTE: BLOG DO PROFESSOR ANTÔNIO NEVES
http://professorantonioneves.blogspot.com/2012/01/professores-em-estado-de-alerta.html