William Shakespeare já
afirmava: Há mais mistérios entre o céu e a terra, do que toda a nossa vã
filosofia. Apesar de aparentemente sem sentido, as últimas descobertas científicas
atestam, com rigor característico, essa afirmação. Em fim, não estamos sós,
existem outras vidas no nosso universo.
Isso mesmo. Formas de vidas
totalmente avessas a que estamos acostumados em nossa realidade perfeita, de
fé, de alegria, de lideres comprometidos e capazes em suas predestinações como mantenedores
do desenvolvimento econômico e bem estar de seus súditos.
Enquanto nós gozamos das
perfeições do nosso mundo existe, no universo, em um lugar não tão distante, um
planeta chamado Cariri: árido e repleto de desigualdades sociais e injustiças.
Diferente da nossa
realidade, onde o desenvolvimento econômico se converte em qualidade de vida,
no planeta Cariri a maioria dos trabalhadores ganham mal, não tem acesso a
moradia, seus filhos são jogados em escolas e creches sucateadas, não tem
acesso a lazer, segurança e a um sistema de saúde publica de qualidade.
Apesar dos trabalhadores
dessa terra já terem conquistado vários direitos, instituídos através de leis
escritas, os mesmos presenciam a suas conquistas jurídicas serem cuspidas, rasgadas
e jogadas constantemente em seus pés.
Casos se associem, reivindiquem
ou protestem são intimidados, ameaçados, transferidos de seus locais de
trabalho.
Muitos desses trabalhadores,
inclusive, trabalham sob a vigilância de capatazes nomeados por um monarca
tirano, coisa que jamais aconteceria em nosso mundo, pois, tal comportamento
configuraria caso de assédio moral.
Tem sido sempre assim
naquele planeta. Independente da dinastia postada sob o trono, os trabalhadores
sempre ficam a margem do progresso e da acumulação primitiva e patrimonialista
do capital em favorecimento aos privilégios das elites burguesas e dos
burocratas estatais.
Por incrível que pareça, o
que as recentes descobertas científicas tem demonstrado é que os trabalhadores
cariris, que produzem as riquezas e os serviços necessários a existência daquela
sociedade planetária, são os que menos usufruem das benévolas de seus suores.
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