sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Para tentar estancar a sangria, Geddel pede demissão




 

O governo já deixou vazar a informação de que o governo Michel Temer aguardava até o final do dia o pedido de demissão do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, mas antes mesmo do meio-dia desta sexta-feira (25), a carta cehgou à mesa de Temer e, assim como fez com Romero Jucá e Henrique Alves, ambos do PMDB e apontados em esquemas de propinas da Lava Jato, o governo golpista tenta estancar a sangria.
  
De acordo com o colunista Jorge Bastos Moreno, do O Globo, após conversar com Temer nesta quinta-feira (24), amigos aconselharam Geddel "a pedir demissão, alegando que sua situação tornou-se insustentável".

O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero o denunciou à Polícia Federal por ter pressionado pela liberação de uma obra embargada em Salvador.

Calero já deu indicações de ter gravado conversas com Geddel, o ministro Eliseu Padilha e Temer. E mais, acusou o próprio Temer de também tê-lo "enquadrado" em favor de Geddel, em uma reunião no Palácio do Planalto, conforme contou em depoimento à Polícia Federal.


domingo, 20 de novembro de 2016

Servidores municipais dão ultimato a Roberto Germano




Nos dias 16, 17 e 18 de novembro, em cumprimento do que foi deliberado em assembleia geral do dia 10 do mesmo mês, os servidores públicos municipais de Caicó realizaram paralização e ocupação do Centro Administrativo da prefeitura de Caicó.


É importante destacar que, ao contrário do que tem dito a gestão municipal, através do prefeito Roberto Germano, os servidores apresentam várias e justas motivações para o ato dessa semana, uma vez que nos últimos três meses o município vem pagando a folha com atraso e o servidores arcado com prejuízos financeiros e morais: juros no cartão de crédito e cheque especial, perdas no poder aquisitivo gerado em decorrência desses juros, atrasos nas dívidas no comercio, cobranças que chegam a suas residências, constrangimentos por não poder honrar seus compromissos.

Além disso, temos o histórico negativo de gestões passadas que, desde 1996 até 2012, sempre tem deixado atrasos salariais para os seus sucessores. Nesta lista inclui-se o próprio prefeito Roberto Germano que, ao encerrar o seu primeiro mandato de prefeito de Caicó em 2004, deixou servidores com salários atrasados para o seu sucessor.

Some-se, ainda, a todas essas motivações para desconfiança, o fato de que o prefeito, Roberto Germano, nas várias entrevistas que concedeu a imprensa local durante essa semana não deu nenhuma garantia de que tenha condições de honrar com sua obrigação de pagar as folhas de novembro, dezembro e décimo terceiro salário. Isso porque, a maioria de suas falas girava em todo da mesma ideia: Eu farei todo o empenho, mas, não tenho como dá garantias, mas, se Deus quiser...

Diante de toda essa situação, a paralização e ocupação da prefeitura tiveram como objetivo protestar contra os atrasos salariais dos últimos três meses, buscando pressionar o prefeito, Roberto Germano, a discutir e apresentar um calendário de pagamento dos meses de novembro e dezembro e décimo terceiro salário.

Foram três dias de ocupação, assembleias, oficinas, rodas de conversas e muita atividade. Porém, a gestão municipal permaneceu insensível, totalmente indiferente a reinvindicação da categoria, intransigente no seu desinteresse em discutir e construir uma saída para esse impasse, optando por se utilizar da imprensa com sua velha e já bastante conhecida estratégia de se fazer de vítima, buscando, em vão, confundir a opinião pública e colocar a população contra a categoria.

Chegando ao seu último dia, os servidores se reuniram em assembleia geral do Sindserv, realizada no próprio local da ocupação, para discutir, encaminhar e deliberar os rumos da luta. 

Sendo assim, a assembleia concluiu e deliberou que, em razão dos fatos que caracterizam o atual impasse entre a gestão municipal e os servidores municipais, fica decretado o seguinte ultimato ao chefe do executivo municipal: caso até o dia 05 de dezembro não seja pago o salário de novembro e nem divulgado as datas de pagamento das folhas restantes de 2016, os servidores decidiram (em assembleia já convocada para esse mesmo dia), por paralisar por tempo indeterminado as atividades ou continuar trabalhando sem a garantia de que irá receber.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Adesão em massa no primeiro dia do Ocupa Prefeitura.






Os servidores municipais de Caicó deram início, hoje, 16 de novembro, aos três dias de ocupação do Centro Administrativo da Prefeitura de Caicó, como parte da semana de paralisação deliberada na última assembleia do Sindserv, realizada no dia 10 de novembro do corrente ano.

A adesão ao movimento foi bastante expressiva. Iniciou-se a paralisação com a realização da primeira Assembleia Campal realizada pelo Sindserv, na qual o presidente (Thiago Costa) fez uma explanação a cerca da conversa ocorrida entre este sindicato e a equipe do prefeito Roberto Germano.

Foi exposto o conteúdo da reunião dando conta da já conhecida ausência de compromisso do prefeito em garantir os salários dos servidores e de seu empenho em tentar enquadrar o sindicato e os servidores com a ameaça de corte de ponto.

Dando continuidade a assembleia, tivemos dinâmicas e falas de motivação e encorajamento proferidas pelo professor Ronaldo Carlos, seguido de diversas falas de companheiros e companheiras que expressaram a sua indignação diante da postura terrorista do prefeito e de seus paus-mandados, na inútil tentativa de intimidar o movimento Ocupa Prefeitura.

Encerrado a assembleia, como parte da programação, a convite do presidente do Conselho do FUNDEB (Marciano Soares), os servidores ocuparam o auditório do Centro Administrativo para assistir a uma reunião de prestação de contas dos recursos do FUNDEB referente ao primeiro semestre de 2016.

Para surpresa de muitos, percebeu-se, durante a prestação de contas, varias e intrigantes lacunas, como creches que não existem mais, porém, que continuam tendo recursos que lhe são destinados. Tais lacunas abrem possibilidade para que se sustente à tese de que a atual gestão se utiliza muito do discurso de crise financeira, mas, sem explicar objetivamente os motivos que justificam essa crise.

Diante dos atrasos salariais, das incertezas e da insegurança que se amplia a cada discurso de Roberto Germano na mídia local, não nos resta outro caminho se não a luta.

Amanhã a ocupação prossegue com o seu segundo dia.

Contamos com a presença de todos e de todas!

Vamos a luta!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sindserv alerta que paralização está mantida!


SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE CAICÓ


NOTA DE ESCLARECIMENTO

Circula no WhatsApp que após uma reunião com o prefeito de Caicó, Roberto Germano, sua equipe de governo e o Sindserv, teria ficado acertado que não haveria mais a paralização dos servidores municipais deliberada para essa semana.
É mentira! 

Uma mentira que tem como objetivo desarticular o movimento e fazer com que os servidores abandonem a luta!

O que há de verdade nessa informação?

Houve sim uma reunião. A secretária de educação, via WhatsApp, nos comunicou, no sábado, da disponibilidade e interesse do prefeito em nos receber nesta segunda-feira (14/11/2016) as 10 horas da manhã. Aceitamos o convite e logo convocamos alguns companheiros e companheiras para participar da conversa.

No entanto, nada de novo nos foi apresentado na reunião.

A única novidade é que ouvimos da boca do próprio prefeito que o mesmo iria proceder com o corte de ponto dos participantes do movimento. 

Porém, é da postura de muitos gestores, principalmente nos tempos de tirania em que vivemos no país, comporta-se de tal maneira.

Diante disso temos duas alternativas: mantemos a paralização como forma de resistir e denunciar ao povo de Caicó os desmandos desse governo; ou nos intimidarmos com tal postura, aceitando todas as tiranias de hoje e as de amanhã, e voltamos amedrontados para os nossos postos de trabalho.

Não existe luta sem arranhão. Diante disso será preciso muita consciência de classe e disponibilidade pra luta para resistirmos aos ataques dos gestores. 

Sendo assim, no que se refere à direção do Sindserv, respeitando o que foi deliberado em assembleia, fica mantida a atividade dessa semana.

Contamos com todos e todas!

Vamos a luta!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Dia de Luta em Caicó! Contra a PEC da morte (PEC 55) e por nenhum direito a menos!





Estudantes, servidores públicos, movimentos sociais, sindicatos, a juventude, o povo de Caicó ocuparam as ruas desta cidade para afirmar, mais uma vez, que não aceitam nenhum retrocesso e nenhum direito a menos.

As ruas de nossa cidade estão dizendo que não aceitam e repudiam um prefeito que atrasa salários e que não tem respeito pelos servidores públicos; políticos locais que defendem a privatização da UERN, colocando-se contrário aos direitos dos estudantes e servidores daquela instituição; e para dizer que não concordam com a tentativa de criminalização do movimento Ocupa Ceres, e de outras ocupações estudantis do país, levado a cabo por setores da mídia e da política conservadoras, tanto em Caicó como em todo país.

É o povo, em alto e bom som, dizendo que não aceita a PEC da morte, a PEC 241, agora chamada de PEC 55, que congela investimentos na educação, saúde, assistência social por 20 anos.

É o povo dizendo que não aceita que tirem escolas e universidades de seus filhos, assassinando o futuro das próximas gerações; que não aceita que tirem o acesso a saúde e assistência social da sociedade brasileira, nos assassinando ou nos jogando na marginalidade pela incompetência dos governos.

Não a lei da amordaça; não a entrega do petróleo brasileiro as empresas e ao capital estrangeiro; não a imposição da reforma do ensino médio; não a uma reforma da previdência escravagista; não a perseguição e violência policial contra os estudantes dos movimentos de ocupações; e FORA TEMER.

São as ruas de Caicó, e de todo país, nesse dia 11 de novembro, dizendo e alertando:

OS SEUS DIREITOS ESTÃO AMEAÇADOS!

LUTE!

Entre o ódio e o preconceito, surge o próximo presidente dos EUA: Donald J. Trump



 

Na madrugada desta quarta-feira, o impensável aconteceu.

Trump venceu uma corrida apertada contra a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, ultrapassando a marca dos 270 delegados para formar a maioria do Colégio Eleitoral. O empresário, apesar de não ter carreira nenhuma na política nem qualquer qualificação que o colocasse à altura do cargo, viu sua pontuação subir gradativamente ao longo da noite, com a margem de vitória lentamente virando a seu favor. Os resultados dos estados sem preferências foi o fator determinante da vitória.

A polarização americana se mostrou mais presente do que nunca. Enquanto os estados costeiros dos dois lados votaram majoritariamente no Partido Democrata, de Hillary Clinton, o interior do país uniu-se a Trump em peso. A população rural, especificamente, contribuiu para virar estados que no passado eram dominados por correntes progressistas, mas um segundo grupo demonstrou uma preferência inusitada pelo candidato excêntrico: a classe trabalhadora dos estados mais pobres. Mesmo com o apoio pesado dos afro-americanos e mulheres estadunidenses, o Partido Democrata não conseguiu reverter a rejeição às velhas práticas políticas de Washington - representadas, sem dúvida, pela sua candidata, uma figura atuante há muitas décadas no jogo de poder.

hillary clinton donald trump chance vitoria dia eleicao 2016NO GRÁFICO: probabilidade de vitória ao longo da noite. O que era uma vitória certa para Hillary Clinton mudou de forma repentina, quando se abriram as urnas das zonas rurais do centro do país (Fonte: New York Times)

O resultado vem ao final de uma campanha recheada de insultos e mentiras, em que os dois lados trocaram ataques como jamais se viu em uma disputa política naquelas terras. A disputa infectou o eleitorado, provocando manifestações de ódio ao longo da noite. Trump, um bilionário racista e misógino, construiu uma campanha centrada na xenofobia e na criminalização de sua oponente, que nas últimas semanas teve que enfrentar um escândalo diretamente ligado ao FBI. Isso criou uma onda de rejeição extremamente perceptível contra Hillary. Nos debates, Trump se portou com uma falta de educação inédita para um candidato ao cargo, que só pode ser compreendida como um sintoma do ódio profundamente arraigado no eleitorado norte-americano.

Hillary, por outro lado, dedicou sua campanha para denunciar o comportamento abertamente fascista de Trump, mas falhou em separar sua imagem dos magnatas da indústria armamentista e do mercado financeiro. Ao final, focou seu poder de fogo em uma suposta cumplicidade entre seu rival e o presidente russo, Vladimir Putin, insinuando interferência do governo daquele país no processo eleitoral.

Conforme foi se tornando claro que uma vitória de Trump seria inevitável, as reações do mercado financeiro ao redor do mundo foram se tornando cada vez mais agitadas. A bolsa de valores asiática, que estava aberta durante a apuração, despencou, assim como a europeia. As bolsas americanas acordaram também em forte queda, com movimentações apavoradas de investidores internacionais.

Um dos dados mais relevantes conseguidos pelas pesquisas do jornal New York Times foi o dos motivos para a eleição de Trump: a maioria dos eleitores que escolheu o republicano disse tê-lo feito na expectativa de “levar mudança a Washington e dar um basta na corrupção - um discurso muito similar ao da campanha de Aécio Neves em 2014, aqui no Brasil. Quase todos os eleitores, no entanto, expressaram desalento com o clima extremamente negativo das campanhas.

A vitória de Trump não é apenas uma bofetada no Partido Democrata, mas em grande parte da elite política e financeira norte-americana. O bilionário começou sua trajetória de campanha como uma piada interna do Partido Republicano, sem ser levado a sério nem mesmo por seus oponentes internos. Sua imensa fortuna pessoal, no entanto, facilitou a estabilização de sua candidatura, ao libertá-lo das exigências ideológicas que normalmente são impostas aos candidatos dos grandes doadores. Sem as amarras da política tradicional, Trump tornou-se uma espécie de avatar da anti-política nos Estados Unidos, desrespeitando tudo e todos diante de uma audiência de milhões. Tivesse sido seu oponente um ator igualmente afastado do controle das elites, como o senador progressista Bernie Sanders, talvez o tiro saísse pela culatra. Contra Hillary, porém, o discurso a atingiu em cheio.

Tal qual um Jair Bolsonaro que fala inglês, Trump acabou se tornando a incorporação do protesto da população contra uma prática política cada vez mais desconectada do mundo real. Também lá, chegou a hora de a esquerda, que em sua grande maioria se posicionou ao lado da candidata democrata, fazer a auto-crítica.