quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Luta contra o golpe e conservadorismo marcam o Dia do Estudante




  
Em meio a perda de conquistas, processos de corrupção envolvendo compra de merendas e medidas conservadoras que podem limitar a liberdade de expressão em sala de aula, os estudantes secundaristas sairão às ruas nesta quinta-feira (11), Dia do Estudante, para promover uma paralisação nacional em defesa da educação e da democracia. A inciativa é da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e entidades estudantis estaduais e municipais.

Em São Paulo, a União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes) está organizando uma manifestação às 8h no Vão Livre do Masp. A luta dos estudantes no estado é pela punição dos envolvidos no esquema de superfaturamento na compra de merendas envolvendo a alta cúpula do PSDB em São Paulo. Após o esquema de corrupção, milhares de estudantes foram prejudicados no com a falta de merenda.

"Lei da Mordaça"

Outra bandeira dos estudantes é a luta contra o Projeto de Lei "Escola sem Partido" também conhecido como "Lei da Mordaça". Existem três Projetos de Lei que tramitam no Congresso Nacional sobre o tema. Estudantes, professores e especialistas na área da educação denunciam que o projeto tem como objetivo cercear a liberdade de expressão nas escolas, perseguir professores e implementar a agenda conservadora nos currículos escolares.

Defensores da "Escola sem Partido" dizem que os estudantes vivem nas escolas uma "ditadura marxista" que deturpa os valores dos jovens e dão dicas para os estudantes gravarem os professores em sala de aula para depois denunciá-los.

Alerta  


As entidades estudantis afirmam que o momento é de alerta "A primavera secundarista foi vitoriosa e mostra que nós, secundaristas, estamos dispostos a fazer muita luta para defender nossas escolas! Vivemos em um período onde tivemos nossa democracia golpeada e depois de ocuparmos e resistirmos querem nos calar com a Lei da Mordaça" afirmam os secundaristas na convocação para a paralisação geral desta quinta-feira (11).

Além das manifestações, atividades e debates também ocorrerão em todo o país no Dia do Estudante. 



Renegociação de dívidas dos estados é aprovada sob forte crítica



O projeto de renegociação das dívidas dos estados com o governo federal foi aprovado pela Câmara dos Deputados, na madrugada desta quarta-feira (10), após um acordo para retirar do texto a previsão de congelamento dos salários dos servidores públicos estaduais por dois anos, um dos pontos mais polêmicos da proposta. O projeto aprovado propõe o alongamento das dívidas de estados e do Distrito Federal com a União por 20 anos se eles cumprirem medidas de restrição fiscal. 

Agência Câmara

Os deputados disseram que os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste não foram beneficiados tanto quanto os estados do Sul e Sudeste   Os deputados disseram que os estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste não foram beneficiados tanto quanto os estados do Sul e Sudeste  

A forte obstrução de partidos de oposição ao governo ilegítimo de Michel Temer contra a proposta atrasou o início da votação em cerca de seis horas. A líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que os governadores pediram aos deputados para mudar os termos da proposta. “Mesmo no Nordeste, há diversos governadores que não querem essa proposta como ela está”, criticou.

Deputados de estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste manifestaram insatisfação com o acordo de renegociação e cobraram aumento no Fundo de Participação dos Estados (FPE) como forma de compensação por não terem sido tão beneficiados quanto os estados do Sul e Sudeste.

O líder do PCdoB, deputado Daniel Almeida (BA), afirmou que seu estado sairá prejudicado, já que não fez parte do pacto. “Se querem manter o pacto federativo essencial, teríamos de ter no mínimo uma compensação no fundo de participação dos estados para aqueles que ficaram de fora, que cumpriram o dever de Casa, e ficaram de fora da renegociação”, afirmou.

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), isso foi uma tentativa de disfarçar a crueldade da proposta, uma vez que não é possível dar aumento com o teto de gastos congelado. “É a essência do golpe em andamento no país. Precisamos ter a clareza que o PLC 257 prejudica o Brasil, os estados, especialmente os do Nordeste. Quero parabenizar o governador Rui Costa por não ter assinado o acordo dessa matéria, por que a Bahia sairá muito prejudicada”, disse a deputada.

O líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA), também criticou a proposta. “Não é possível que estados pobres, que vêm honrando com seus compromissos, não tenham compensação da União”, disse.

Sem salvação

Para o líder do PSol, deputado Ivan Valente (SP), a retirada do artigo que proíbe expressamente o reajuste de salários de servidores estaduais não vai salvar o funcionalismo do corte de gastos previsto pelo projeto. Ele disse que, ao limitar os gastos dos entes à inflação do ano anterior, o funcionalismo será prejudicado. “Só tiraram o bode da sala. É uma enganação, está mantido o ajuste para pagar juros a banqueiros”, afirmou.

Deputados petistas também protestaram. Eles criticam o principal ponto de ajuste fiscal da proposta: o limite de gastos dos estados, que não poderá ser superior à inflação do ano anterior.  O líder do PT, deputado Afonso Florence (BA), disse que a manutenção do teto de gastos vai resultar no congelamento de salários e de investimentos.

“Retirar o congelamento de salários com o teto de gastos não muda nada. Vai ter redução de disponibilidade de recursos para o servidor. É uma armadilha política, nós não podemos aceitar”, disse.

Ponto central

A restrição a gastos com pessoal foi um dos pontos centrais de todo o debate da renegociação da dívida dos estados, desde o início de sua tramitação. O projeto original teve forte reação negativa ao impor aumento da contribuição previdenciária, mudança de regime previdenciário e outros limites aos gastos com servidores públicos. Diversas categorias pressionaram os parlamentares e estes pontos foram revistos.

As medidas de ajuste fiscal da proposta original foram substituídas pelo teto de gastos, que também é objeto de uma Proposta de Emenda à Constituição em tramitação na Câmara, que já teve admissibilidade aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ainda será analisada por uma comissão especial.

De Brasília
Márcia Xavier, com Agência Câmara

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

CAICÓ: PCdoB E PARTIDOS ALIADOS VÃO REALIZAR CONVENÇÕES DIA 5 DE AGOSTO



Convenções partidárias do PCdoB, PT e PDT vão confirmar a vitória de João Braz a prefeito de Caicó
 
Surpresa do nome do candidato a vice-prefeito será anunciada na Convenção do PCdoB

Os partidos que compõem a base de apoio da pré-candidatura de João Braz a prefeito de Caicó estarão realizando suas CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS no próximo dia 5 de agosto (sexta-feira), às 19 horas no salão de eventos do Círculo Operário (próximo a praça Dom José Delgado).
Uma grande mobilização está sendo feita pelos partidos e movimentos sociais organizados, juventude e apoiadores para que militantes; simpatizantes e populares possam, neste dia, levar seu apoio ao nome de João Braz como pré-candidato a prefeito de Caicó, como também aos candidatos a vereador@s, pois este momento representa as mudanças e anseios desejados pelo povo caicoense.
“A convenção será um momento de muita alegria, pois será o marco que dará continuidade e força a este projeto de mudança, compromisso e transformação social que Caicó demonstra que necessita e que nós vamos proporcionar com a participação de todo o município! Disse João Braz aos partidos, na reunião de preparação do ato convencional.

Projeto entreguista do pré-sal será debatido pelos deputados



  
No momento em que o governo golpista de Michel Temer atua no Congresso Nacional para aprovar, a toque de caixa, projetos que dilapidam o patrimônio público e colocam em risco a soberania nacional, o vice-líder da Minoria, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), anuncia o debate que será travado, na próxima terça-feira (9), em Comissão Geral na Câmara dos Deputados, sobre os danos que o projeto de lei do senador entreguista e ministro golpista do PSDB, José Serra, pode provocar ao País.
A proposta do tucano retira da Petrobras o protagonismo na produção e exploração das jazidas de petróleo da camada do pré-sal. “Vamos discutir o projeto do senador José Serra, que abre o pré-sal para as multinacionais. É um projeto extremamente pernicioso ao nosso País porque significa a entrega da nossa maior riqueza: o pré-sal, o petróleo - que é a principal fonte de energia no mundo e matéria-prima para mais de 40 mil produtos”, alertou Zarattini, em discurso no Plenário da Câmara esta semana.
O deputado ainda frisou que a celeridade que o governo golpista quer dar a aprovação dessa proposta é para atender os interesses das grandes petrolíferas estrangeiras.
 “A disputa pelo petróleo não é nova no mundo. É muito antiga e levou a muitas guerras, como a guerra do Iraque, que resultou na derrubada do governo de Saddam Hussein e a tantas outras agressões por parte não só dos Estados Unidos, mas também de outros países”, lembrou Zarattini.
SANHA ENTREGUISTA
Para o deputado, o Brasil precisa resistir a essa sanha entreguista que assombrou o Brasil na era FHC (1995-2002), estancada no governo do ex-presidente Lula, que deu um novo sentido à Petrobras e estabeleceu políticas para preservação do patrimônio brasileiro.
Para Zarattini, o principal argumento dos entreguistas, de que a maior estatal do País está quebrada, não passa de falácia. “Não adianta querer dizer que a Petrobras não tem condições de explorar o pré-sal. Isso é mentira. A empresa tem não só tecnologia para explorar o pré-sal, mas também os recursos”, afirmou o vice-líder da Minoria, citando que a empresa tem mais de R$ 100 bilhões em caixa, e que, a cada dia, aumenta a sua produção no pré-sal – chegando a produzir mais 1 milhão de barris.
“Essa empresa, evidentemente, tem condições de explorar o pré-sal. Querer entregar às empresas multinacionais esses campos de petróleo é crime de lesa-pátria”, condenou o parlamentar petista.
Fonte: Agência PT na Câmara

Antecipação do calendário do golpe final foi acertada em churrasco na casa de Mendes




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Antecipação do calendário do golpe final foi acertada em churrasco na casa de MendesPresidente do TSE recebeu peemebistas e pecuaristas sob pretexto de "festejar" acordo comercial feito por Dilma. Ali começou tentativa de salvar Temer do veneno de Cunha, acelerando votação do impeachment
Por Helena Sthephanowitz
Nos bastidores do Planalto, corre a notícia que o responsável por acelerar o julgamento do impeachment da presidenta Dilma é o grande beneficiário, Michel Temer. Após conchavos com aliados, ele agiu para que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, mudasse a data o julgamento do impeachment para dia 25 ou 26 deste mês. O julgamento estava marcado para ser começar dia 29 e deveria ser concluído nos primeiros dias de setembro. O calendário havia sido confirmado por meio de nota divulgada sábado (30) passado pela assessoria de imprensa de Lewandowski.
Usando a desculpa de que queria ir ao G20, na China, como chefe de Estado, Temer  entrou em campo, com diversas reuniões e jantares na calada da noite com seus aliados, que passaram a defender a antecipação do calendário.
Mas há também quem diga que a pressa de Temer tem outros fatores. Hoje, nada é visto como maior risco para o governo interino do que Eduardo Cunha. Frequentador assíduo do Palácio do Jaburu nos últimos anos, Cunha está vendo o cerco se fechar tanto no Judiciário quanto na Câmara. Mesmo os aliados íntimos de Temer reconhecem que uma eventual declaração dele contra o interino ou integrantes do governo interino tornaria o cenário político absolutamente incerto. Como cedo ou tarde Cunha será fulminado, bateu pressa em Temer e em todos aqueles que tiveram campanhas eleitorais patrocinadas por Cunha.
Na noite de segunda- feira (1º), Temer, com os senadores peemedebistas Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Eunício Oliveira (CE), e os ministros do partido Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), com pecuaristas, foram a um churrasco na residência do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes. O churrasco foi organizado pelo ministro interino Blairo Maggi (Agricultura) e produtores de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – terra de Gilmar Mendes. “Até cheguei depois dele (Temer) porque tinha sessão no TSE”, disse Gilmar Mendes a O Globo, confirmando sua presença no churrasco golpista.
Para não ficar evidente a conspiração (ou a comemoração antecipada da concretização do impeachment), os convidados falaram em comemoração da abertura de mercados para a carne bovina brasileira. Mentiram. E a imprensa compactuou com a mentira.
Em 2015, o site Portal Brasil deu destaque a notícia: "Brasil exportará mais de 100 mil toneladas de carne bovina para EUA":
"O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) publicou, no dia  30 de junho de 2015, comunicado oficial em que reconheceu o status sanitário do rebanho bovino brasileiro, o Final Rule, necessário para a importação de carne in natura do Brasil. A liberação anunciada pelo governo norte-americano encerra uma negociação que já durava mais de 15 anos entre os dois países. Com a decisão dos Estados Unidos, abre-se um mercado potencial de pelo menos 100 mil toneladas por ano para os frigoríficos nacionais. A decisão foi tomada durante visita da presidenta da República, Dilma Rousseff, aos Estados Unidos. A ministra Kátia Abreu integra a missão brasileira."
Na churrascada, ficou acertado de Renan conversar com Lewandowski para antecipar a data do golpe. Em troca, Temer nomeará para a pasta de ministro do Turismo um apadrinhado de Renan, o deputado alagoano peemedebista Marx Beltrão, réu no STF em processo por falsidade ideológica e fraude. A denúncia é de que, quando foi prefeito de Coruripe (AL), Beltrão teria apresentado ao Ministério da Previdência Social comprovantes de repasse e recolhimento contendo informações falsas.
A imprensa noticiou que Lewandowski deu margem para que o julgamento tivesse início ainda neste mês, provavelmente no dia 25, conforme pediu Temer. Além disso, o presidente do STF definiu que a acusação e a defesa só poderão ter cinco testemunhas no julgamento, sendo que os advogados de Dilma queriam um número maior de testemunhas. Lewandowski também tem interesse de encerrar o processo antes de deixar a presidência do STF, em meados de setembro.
A antecipação do calendário do impeachment foi acertada em um churrasco na casa de Gilmar Mendes. Logo ele, que em 2008, lançou o código de ética para magistrados.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual Gilmar Mendes era presidente,  responsável pelo controle externo do Judiciário, enviou em 2008, aos magistrados de todo o país o código de ética da categoria. Uma das recomendações aos juízes é para que recusem presentes ou vantagens por parte de pessoas que aguardam decisão judicial, para garantir a independência do profissional.
Sem mencionar valores dos mimos, o código diz que eles não devem ser aceitos de empresas privadas, pessoas físicas ou ente públic (o documento foi aprovado na 68ª Sessão Ordinária do Conselho Nacional de Justiça, do dia 6 de agosto de 2008, nos autos do Processo nº 200820000007337).
O churrasco oferecido por produtores de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, está valendo?
O texto pede que o juiz seja discreto, e não alguém com queda pelos holofotes: “O magistrado deve evitar comportamentos que impliquem a busca injustificada e desmesurada por reconhecimento social, mormente a autopromoção em publicação de qualquer natureza”. Coisas que Gilmar Mendes faz melhor que ninguém, aconselha “os outros” a não seguir seu exemplo.
Em um parágrafo do código, Gilmar Mendes diz: “A participação político-partidária do magistrado é proibida”...No entanto, na noite do sábado 28 de maio, Temer recebeu Mendes no Palácio do Jaburu.
Gilmar Mendes é relator no TSE do processo que analisa as contas da campanha da chapa da presidenta Dilma e de Temer. Pois é. A mídia domesticada partidária acha normal encontros de Temer e Gilmar Mendes, sendo que um é o juiz e o outro é investigado.
Gilmar Mendes também ocupa a presidência da  Segunda Turma do STF, que é responsável pelo julgamento da maioria dos inquéritos que investigam a participação de políticos no esquema investigado pela Operação Lava Jato. A maioria dos que estavam no churrascão boca-livre é investigada na Lava Jato.
Advogado-Geral da União nos últimos anos do segundo mandato do tucano Fernando Henrique Cardoso, Mendes é um frequente crítico do PT e das gestões do partido no governo federal. Já viajou para Portugal para assistir palestra com o senador Aécio Neves (PSDB-MG). De volta, suspendeu as investigações contra o tucano e devolveu o processo para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Pressionado,voltou atrás e autorizou a continuação de inquérito.
É possível que Gilmar Mendes estivesse delirando quando criou o tal código de ética. As inconsequentes entrevistas dele à imprensa, o carnaval patrocinado por ele em torno de questões políticas quando se trata de adversários do PSDB, mostram sua cor partidária.
Gilmar Mendes diz em seu manual que o “juiz deve ser discreto”. O conselho não condiz com sua conduta de pautador da mídia.
A impressão que o ministro deixa é de que há uma atuação política de sua parte, de uma ideologização e partidarização que o classificam como líder da oposição porque sugere que, por trás de suas pronunciações feitas sistematicamente, está uma partidarização, o que, enfim, explicaria e justificaria seus pontos de vista.
Basta lembrar que, para conseguir ter sua indicação aprovada no Senado Federal, Gilmar Mendes precisou contar com uma mobilização tucana: registros do Senado mostram que a base de apoio ao governo tucano de FHC se mobilizou para garantir aprovação do de Mendes para o cargo. Teve 15 votos contrários à sua efetivação, o triplo do segundo candidato ao posto com maior rejeição, na época, o então ministro Eros Grau.