segunda-feira, 20 de maio de 2013

SINDSERV participará do grito da seca neste terça-feira em natal





A prolongada estiagem que tem atingido o Rio Grande do Norte, assim como boa parte do nordeste, tem causado um quadro preocupante de comprometimento da produção agrícola e pecuária. Proprietários de rebanhos de todo estado têm sofrido com baixas significativas no gado bovino que já chegam a 60%, segundo a FETARN (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte).

Essa situação pode trazer prejuízo não só ao homem do campo, mas, também, àqueles que residem nas cidades, pois, o comprometimento da produção rural acarreta diretamente a alta dos preços dos gêneros alimentícios e a falta de chuva leva a necessidade de racionamento de agua, fatos esses que trás prejuízos indiscutíveis aos que vivem tanto nas zonas urbanas como rurais.

Assim, a FETARN e várias outras entidades sindicais e movimentos sociais participarão, nesta terça-feira, de mais um grito da seca: Sede de agua, sede de direitos.

O movimento sairá do viaduto de Ponta Negra até o Centro administrativo do governo do estado com o objetivo de levar a governadora uma pauta com mais de 50 reinvindicações. Os agricultores lamentam que, apesar de muitos projetos, falta um política concreta de combate a seca, uma vez que boa parte desses projetos não saem do papel.

Entendendo a dimensão da importância desse movimento, que luta pela reversão de quadro que atinge não só aos trabalhadores campo, mas, também, aos da cidade, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Caicó (SINDSERV), enviará representantes para participarem do movimento.

Não podemos ficar de braços cruzados enquanto o mundo desaba sobre os nossos pés. Trabalhador que é trabalhador jamais foge ao chamado da justiça humanitária, jamais se curva diante dos descasos e da falta de compromissos dos governos tiranos.

Portanto, o SINDSERV também vai à luta: por sede de água, sede de direitos. Acrescentamos ainda: sede de Justiça.

sábado, 18 de maio de 2013

Estado da saúde de Caicó descredencia as afirmações de Vivaldo Costa

                                                      (Blog Sidney Silva)



Realmente o governo Rosalba vem “tratando bem Caicó”. Veja só o quanto à saúde melhorou. Por várias vezes é possível encontrar o Dr. Iramir, heroicamente, atendendo sozinho a um mundo de gente no Hospital Regional.

Inclusive, o descaso da saúde em Caicó foi notícia até em matéria do Programa Profissão Reporte, Rede Globo, na qual o heroísmo do Dr. Iramir foi elogiado pelo reporte.

Outra coisa. Segundo as palavra de Dr. Vivaldo ao Blog de  Sidney Silva, a Fundação Carlindo Dantas funciona muito bem e as declarações negativas dadas pelo Dr. Elísio seria fruto de:

“exaustão, ao estresse, as noites mal dormidas, a responsabilidade, a vontade fazer o melhor, de da vida
Como é que a fundação é uma das melhores se o próprio Vivaldo admite que profissionais chegam a exaustão, ao stresse e passam noites de sono? Se os médicos vão mal, como pode a saúde de seus pacientes irem bem?

Sinceramente, adoraria ser tranquilizado com respostas convincentes e de ter a certeza de que eu posso contar com o sistema de saúde de Caicó. Porém, as mortes de recém-nascidos, partos mal feitos e os exemplos de vidas que foram frustradas pela “ótima” gestão da saúde do governo Rosalba me deixa bastante desacreditado. 

Dr. Vivaldo, com todo respeito, ou o senhor está mal informado ou está fazendo chacota da inteligência alheia.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Planeta Cariris – Um mundo não tão distante de nós.






William Shakespeare já afirmava: Há mais mistérios entre o céu e a terra, do que toda a nossa vã filosofia. Apesar de aparentemente sem sentido, as últimas descobertas científicas atestam, com rigor característico, essa afirmação. Em fim, não estamos sós, existem outras vidas no nosso universo.

Isso mesmo. Formas de vidas totalmente avessas a que estamos acostumados em nossa realidade perfeita, de fé, de alegria, de lideres comprometidos e capazes em suas predestinações como mantenedores do desenvolvimento econômico e bem estar de seus súditos.

Enquanto nós gozamos das perfeições do nosso mundo existe, no universo, em um lugar não tão distante, um planeta chamado Cariri: árido e repleto de desigualdades sociais e injustiças.

Diferente da nossa realidade, onde o desenvolvimento econômico se converte em qualidade de vida, no planeta Cariri a maioria dos trabalhadores ganham mal, não tem acesso a moradia, seus filhos são jogados em escolas e creches sucateadas, não tem acesso a lazer, segurança e a um sistema de saúde publica de qualidade.

Apesar dos trabalhadores dessa terra já terem conquistado vários direitos, instituídos através de leis escritas, os mesmos presenciam a suas conquistas jurídicas serem cuspidas, rasgadas e jogadas constantemente em seus pés.

Casos se associem, reivindiquem ou protestem são intimidados, ameaçados, transferidos de seus locais de trabalho.

Muitos desses trabalhadores, inclusive, trabalham sob a vigilância de capatazes nomeados por um monarca tirano, coisa que jamais aconteceria em nosso mundo, pois, tal comportamento configuraria caso de assédio moral.

Tem sido sempre assim naquele planeta. Independente da dinastia postada sob o trono, os trabalhadores sempre ficam a margem do progresso e da acumulação primitiva e patrimonialista do capital em favorecimento aos privilégios das elites burguesas e dos burocratas estatais.

Por incrível que pareça, o que as recentes descobertas científicas tem demonstrado é que os trabalhadores cariris, que produzem as riquezas e os serviços necessários a existência daquela sociedade planetária, são os que menos usufruem das benévolas de seus suores.


sábado, 20 de abril de 2013

Sobre a postura dúbia do PMDB-RN





Ou se está a favor de um governo que prioriza políticas de geração de emprego, de redistribuição de renda e ações sociais que, além de estimular a economia, contribuem para melhoria da qualidade de vida das pessoas (a exemplo dos 10 anos de governo progressista da era Lula e Dilma; ou se está a favor de um modelo de gestão retrógado, patrimonialista e que pouco tem contribuído para melhoria da qualidade de vida do povo para o qual governa, a exemplo desse que por hora se encontra em vigência no nosso estado.

No plano nacional, o PMDB é um dos principais aliados do governo Dilma, que através de políticas como Minha Casa Minha Vida, Plano de Ações Articuladas, Programa Bolsa Família, Brasil Carinhoso (além de tantos outros) tem contribuído para gerar esse atual estado de bem-estar de grande cifra da população brasileira.

Porém, na esfera local, o PMDB tem caminhado lado a lado com o DEM, do senador José Agrepino, da governadora Rosalba e de uma gestão desastrosa que tem contribuído para o atual estado de caos que caracteriza a educação, a saúde e a segurança do nosso estado.

Dizer que o governo de Rosalba é positivo é o mesmo que pedir aplausos para o fato da saúde do nosso estado está em estado de calamidade pública; para a violência, o tráfico de drogas, os assaltos, assassinatos cujos índices são ainda alarmantes; para o sucateamento de presídios como Pereirão; para o abandono do homem do campo, que pena diante da seca e da falta de políticas significativas que viabilizem, pelo menos, salvar seu gado.

Penso que, diante da postura duvidosa dos pmdbistas potiguares, é preciso que os diretórios nacionais do PMDB e do PT dialoguem e busquem uma solução para esse jogo duplo que acontece no nosso estado. Em minha opinião, seria preciso que os ptistas chegassem para a turma do PMDB potiguar e questionassem: E aí? De que lado vocês realmente estão?

O PMDB tá em divida com seus eleitores, devem coerência e racionalidade na sua postura política.

Não dar pra ascender uma vela pra Deus e outra pra Satanás. Decidam-se!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ambientalista acredita que agricultura do Seridó não produzirá mais nada a partir de 2028

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Para o ambientalista popular Francisco Elpídio de Medeiros (foto), mais conhecido como Chico Elpídio, nos próximos 15 anos a região do Seridó poderá deixar de produzir alimentos que dependem do solo, como por exemplo, feijão, arroz, milho e demais produtos que estão presentes nas mesas do seridoense.
 
O Blog do Marcos Dantas procurou entender do próprio Chico Elpídio quais os critérios usados para chegar a tal conclusão. Elpídio explica: “primeiro é o Êxodo Rural, depois a ausência do jovem nas atividades do campo e depois, a maneira equivocada como vem sendo tratado o solo seridoense”, disse.

Chico apresenta um dado preocupante e até então desconhecido da maioria das pessoas da região. A grande maioria dos homens e mulheres que fazem a economia rural circular no Seridó ultrapassa os 60 anos de idade, com uma margem otimista de mais ou menos 10 anos de trabalho, antes de serem vencidos pelo cansaço físico, a idade e em muitos casos os problema de saúde.

Quem vai dar seqüência a nossa agricultura familiar, que mesmo com todas as dificuldades ainda é quem mantêm as pessoas na Zona Rural? O jovem não se sente atraído para permanecer morando no sítio, e isso é um reflexo da falta de políticas agrícolas, isso em todas as esferas governamentais”, reclama. Para Chico Elpídio, que nasceu e se criou no Distrito da Palma a ação cruel como se trata o solo também vem sendo fundamental para a decadência da agricultura. “Uma roça que produzia 1.600 quilos de feijão, hoje só produz 200 quilos. Não se trata o solo da forma adequada, e hoje o uso do trator, condenado por todos os agrônomos, é quem reina na região do Seridó”, destacou.

FONTE: BLOG DE MARCOS DANTAS