segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Assebleia desse dia 16 de Agosto: Lei do Piso na Pauta das discussões

Educadores de todo o brasil param suas atividades mais uma vez, para continuarem discutindo o piso salarial do magistério e outros direitos.

Em Caicó, os Professores(as) da rede municipal de ensino aguardam que a Câmara de vereadores aprove as medidas que foram negociadas entre o sindicato dos servidores e a secretaria da educação para aplicar o Piso Salarial do Magistério.

O SINDSERV. está convocando uma reunião para amanhã (16), as 2 horas da tarde no salão de eventos do CDS para informar aos Professores(as) sobre o andamento dos acordos.

A lei 11.738/08 do PSNM começará a vigorá em Caicó a partir de 1º de setembro, isto, tendo em vista a grande luta dos educadores caicoenses que exigiram o cumprimento da lei.

FONTE: Blog do Professor Antônio Neves

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Para especialistas, cultura e esporte ao redor da escola não garantem bom ensino


‘Badalação e políticos não afetam o resultado positivamente. O que afeta é como funciona, boa direção e apoio da comunidade’, diz consultor da Cesgranrio


Para dois especialistas em educação, Simon Schwatzman e Ruben Klein, o fato de um colégio ser cercado de atividades culturais não tem relação direta com o bom desempenho escolar. O iG mostrou que o Ciep Presidente João Goulart, no Morro do Cantagalo – localizado no prédio do Espaço Criança Esperança, do Affroreggae e visitado frequentemente por presidentes da República, governador e prefeito – teve o pior resultado no Ideb, na rede municipal do Rio.

“Muita badalação e políticos presentes não afetam o resultado positivamente. Político gosta é de inaugurar coisas. O que afeta (o desempenho dos alunos) é como a escola funciona, a direção e se tem o apoio da comunidade, dos pais”, disse Ruben Klein, especialista em avaliações educacionais e consultor da Fundação Cesgranrio. Ele ressalvou não conhecer a João Goulart e falou em tese sobre o tema.

“Em geral, o desempenho está associado ao nível sócio-econômico-cultural (dos pais e da comunidade). Essas desigualdades podem ser compensadas, e vemos muitos casos em que isso acontece, mas é esse o grande desafio”, disse Klein.

O sociólogo Simon Schwatzman, ex-presidente do IBGE, disse que a relação entre ambiente cultural rico e boa educação “não é automática”. “As atividades podem ser interessantes para motivar a criança, mas não se aprende a ler e escrever jogando futebol e sim na sala de aula”, afirmou, lembrando que não conhece a escola especificamente.

“Pode acontecer de, com muitas atividades complementares, deixar-se de lado o fundamental. Usa-se a escola para coisas que não têm valor direto para a educação. O mais importante é ter bons professores e um trabalho sistemático”, opina Schwatzman.

A secretária de Educação do município do Rio, Cláudia Costin, “escola com piscina, com aparato perto ou coisas charmosas, não é garantia de aprendizagem”. “Muitos dos nossos colégios com melhor desempenho não têm nada que chame a atenção (na estrutura física). Prédio não educa ninguém. Quem educa são pessoas, depende muito da equipe” afirmou Cláudia Costin.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Considerações sobre as origens de algumas representações acerca do espaço seridoense


Quando se fala em Seridó, ainda hoje, logo se associa esse espaço a imagem do vaqueiro, dos currais de gado, vaquejadas, das plantações de algodão, da carne de sol. O que explica essas associações que mesmo na realidade atual, na qual se tem consciência da falência da economia algodoeira e das dificuldades dos criadores de gado em dar continuidade a essa atividade econômica, continuam a povoar as representações  que se tem do Seridó.

Olhando um pouco em direção a história do surgimento das cidades seridoenses iremos vislumbrar, por volta do século XVI,  famílias se instalando próximo a alguma fonte de água como rios, poços e lagos para se fixarem em currais de gado. Foi próximo a essas fazendas que surgiram capelinhas, povoados e cidades ribeirinhos.

É nesse passado do Brasil colonial que irar surgir espaços no Seridó voltados para a criação de gado, povoações e cidades que serviam como locais de pouso para vaqueiros e para o gado que eles transportavam para serem comercializado e outras localidades da capitania do Rio Grande ou de outros estados do nordeste.

Será a criação de gado no Seridó que irar abastecer o Rio Grande e outras capitanias nordestinas de gado para força motriz nos engenhos, para produção de carne seca, carne de sol, além de utensílios e vestimentas de couro (como gibão, sela de cavalo, chapéu) que serviam para proteger o vaqueiro da mata fechada e cheio de espinhos que caracteriza a caatinga, que é a vegetação da região.

Assim, nos arredores dessas fazendas de gado, oficinas de carne seca, de carne de sol e de fabricação de couro irão surgir Caicó, Currais Novos, Jardim de Piranhas e tanta outras cidades seridoenses.

Outro importante  produto econômico do nosso estado dos idos da época colonial foi o algodão. O nordeste brasileiro, com destaque para o Seridó, tinha clima e solo adequado para a produção do algodão arbóreo (conhecido como mocó), que além de se tratar de uma planta nativa das América se destacava pelo fato de o seu plantio poder ser conciliado com outras atividades econômicas, como a criação de gado e o cultivo de milho, feijão e mandioca.

Alguns fazendeiros tinham maquinas bolandeiras, utilizadas para descaroçar o algodão; aqueles que não possuíam vendiam o seu algodão  para aqueles que possuíam. Nas cidades alguns comerciantes passaram a se dedicar a atividade algodoeira investindo em industrias de beneficiamento de algodão, vendendo tanto para o exterior como para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro que no século XVIII já possuíam algumas industrias têxteis.

O crescimento da economia algodoeira no Seridó deve-se expansão da industria têxtil na Inglaterra no século XVIII; a guerra civil norte americana (1860); a seca de 1877/79 que fez com que em razão da elevada mortandade do gado os fazendeiros passassem a priorizar a produção algodoeira; a primeira e a segunda guerra mundial, que fez com que o governo brasileiro incentivasse a substituição de produtos importados.
Inicialmente o caroço do algodão servia como complemento da alimentação do gado. Com a modernização da economia, o surgimento de maquinas e técnicas para esmagar o caroço do algodão começou a surgir, a partir do século XX, varias indústrias de óleo e farelo a base dessa matéria prima.

A partir dessas inovações tecnológicas ocorridas no beneficiamento do algodão, o descaroçamento, a fabricação de óleo e farelo vão, gradativamente, tornarem-se atividades exclusivas de industrias instaladas nas cidades.

O desenvolvimento da economia algodoeira fará do Seridó uma região de atração populacional, estimulando o desenvolvimento do comercio, da infra estrutura, a geração de emprego e renda, o crescimento das cidades e dando aos políticos do Seridó uma significativa importância na política do estado. No entanto, está realidade passará por mudanças a partir da década de1950, quando o setor algodoeiro começa a entrar em crise.

Percebe-se que mesmo que o algodão não seja mais um produto de peso na economia seridoense e que a atual falta de incentivos aos criadores de gado dificulte a continuidade dessa atividade, o passado glorioso propiciado pelas historias dos vaqueiros, dos mitos acerca dos surgimento das cidades , além da geografia ostentadora de riqueza  e poder do algodão faz com que a imagem do Seridó e do seridoense não se desprenda da memória e dos registros daquele tempo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Falta à escola leva ao cancelamento de 20 mil benefícios do Bolsa Família




Para receber o repasse, as famílias precisam cumprir contrapartidas de saúde e educação, com frequência mínima às aulas. Antes do cancelamento, porém, os benefícios podem ser suspensos ou bloqueados

Quinze mil famílias perderam o benefício do Programa Bolsa Família em julho porque seus filhos são reincidentes em ausências à escola. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) cancelou outros 5,3 mil benefícios, mas nesse caso a perda ocorreu apenas sobre as parcelas de R$ 38 ou R$ 76 vinculadas aos jovens de 16 e 17 anos. O restante do recurso continua sendo pago às famílias, desde que crianças e adolescentes dos 6 aos 15 anos tenham mantido frequência mínima de 85% nas aulas do bimestre de abril e maio.

O pagamento de 56.084 benefícios está suspenso por 60 dias. Outros 70.575 foram bloqueados em julho, mas, como se trata do segundo descumprimento, as famílias voltam a receber os valores retroativos em agosto. Essas repercussões se referem somente às faltas superiores a 15% das aulas por alunos na faixa etária dos 6 aos 15 anos beneficiados pelo Bolsa Família.

O ministério alerta gestores e técnicos municipais que 22 mil famílias tiveram recursos do programa suspensos pela segunda vez e correm o risco de cancelamento com o resultado do próximo período de monitoramento. Para evitar a perda do benefício, é necessário que esses beneficiários sejam incluídos no acompanhamento familiar pela área de assistência social em parceria com a educação.

As famílias precisam cumprir as contrapartidas do programa. Na educação, a frequência mínima é de 85% das aulas para crianças e adolescentes dos 6 aos 15 anos e de 75% para jovens de 16 e 17 anos. Na área de saúde, são exigidos manutenção da vacinação em dia, registro do peso e da altura das crianças de até 7 anos e realização do pré-natal pelas gestantes.

Os efeitos nos benefícios financeiros das famílias que não cumpriram as contrapartidas são gradativos. Na primeira vez em que é detectado descumprimento, as famílias recebem uma advertência. Nessa situação se encontram 155.748 famílias (veja abaixo a informação por estado). Na segunda vez que os índices de frequência ficarem abaixo do exigido num período de 18 meses, o benefício é bloqueado. Novas reincidências levam a suspensão no recebimento do valor por 60 dias, seguida de uma segunda suspensão; caso haja cinco descumprimentos, o Bolsa Família é cancelado.

Adolescentes – O monitoramento dos adolescentes de 16 e 17 anos é mais ágil e basta três descumprimentos para a perda das parcelas. Nesse caso, foram cancelados 5.389 benefícios de jovens que não conseguiram comparecer a 75% das aulas no bimestre de  abril e maio. Na primeira vez que é identificada presença inferior ao índice exigido, a família também recebe uma advertência; na segunda, o benefício será suspenso e na terceira, cancelado.

Outra diferença no monitoramento de alunos de 16 e 17 anos é que, nesse caso, é suspenso ou cancelado apenas o valor do benefício vinculado ao adolescente, no valor de R$ 38, limitado a dois por família. Os outros valores, de R$ 32 por filho de até 15 anos, limitado a três, e o benefício básico de R$ 70, destinado a famílias extremamente pobres (renda mensal por integrantede até R$ 70) continuam disponíveis, desde que o restante da família cumpra as condições.

Esse prazo relativamente longo integra a estratégia do MDS para que a gestão municipal identifique os motivos que levam beneficiários a não exercer plenamente seus direitos sociais básicos de saúde e educação.

Melhoria de vida – O MDS e o Ministério da Educação monitoraram 14,4 milhões de alunos beneficiados pelo Bolsa Família em abril e maio, mantendo os altos percentuais de registros – 86% do total de 16,7 milhões de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos.

O programa transfere renda a 12,9 milhões de famílias. Desse total, 297.441, pouco mais de 2%, tiveram filhos na faixa etária dos 6 aos 15 anos que não cumpriram a contrapartida de educação no período. Embora o percentual seja pequeno, o descumprimento dos índices de frequência à escola é motivo de preocupação para o MDS, por considerar que a educação é dimensão importante para a melhoria de vida da população pobre.

Além do cumprimento das contrapartidas, os beneficiários, para evitar a perda do benefício, precisam atualizar informações no cadastro a cada dois anos. O critério para receber o Bolsa Família é renda mensal por pessoa de até R$ 140. Os valores recebidos variam conforme o perfil econômico e a existência de filhos de até 17 anos.




Uma Boa noticia: mais insentivo para as escolas publicas brasileiras

 

O governo repassou R$ 54,5 milhões para implementar a educação integral em escolas públicas municipais de 19 estados. Os recursos já estão disponíveis nesta terça-feira nas contas correntes dos beneficiários, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). O valor foi transferido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Para implantar a educação integral, as unidades de ensino contempladas devem oferecer uma jornada escolar de, no mínimo, sete horas diárias. Nesse período, além das disciplinas curriculares, os alunos participam de atividades em diversas áreas, como cultura, artes, esporte, lazer, educação ambiental, investigação científica e recebem acompanhamento pedagógico.

Os recursos repassados pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) servem para contratar serviços e adquirir materiais permanentes e de consumo necessários à realização das atividades e para ressarcir despesas com transporte e alimentação dos monitores.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

FÓRUM POPULAR DE DEBATES PERMANENTE SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS DE CAICÓ- RN

Contatos: Largo D. Manuel Tavares – s/n – Bairro Paraíba – Caicó- RN. Tel: (84) 3421-3632



Neste início de 2011, a comunidade Caicoense tomou conhecimento indignada, de denúncia de várias práticas de corrupção envolvendo vereadores da Câmara Municipal de Caicó. Tais práticas denunciadas envolvem desde o uso de notas fiscais frias, sonegação de impostos, desvios de verbas públicas para outros fins, criação de cargos na estrutura administrativa da Câmara através do uso de “laranjas” para atender interesses pessoais, contratos ilícitos de locação de veículos, valores acima de mercado, rateamento de “fundos perdidos” das finanças da Câmara, entre outras ilegalidades.

Ao tomar conhecimento das referidas denúncias, a sociedade civil organizada de Caicó, através do Fórum Popular de Debates Permanente sobre Políticas Públicas de Caicó, em defesa do estado democrático de direito e cumprindo seu papel político de cidadania, de fomentador de mecanismos de controle social e de combate a corrupção, encaminhou-as ao Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, em fevereiro deste ano, com objetivo de que os fatos sejam verdadeiramente apurados e os possíveis culpados sejam punidos.

Os fatos denunciados e repassados pelo Fórum as autoridades competentes, que por sinal contam com o apoio de diversas outras instituições de renome na cidade de Caicó, além da sua gravidade e da indignação geral provocada na população, tem seu fundamento na Constituição Federal de 1988, que no caput do seu art. 37 e § 4° do mesmo artigo, assim preceitua:

“A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)” e, também, determina que em seu § 4º que “ Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível”,

Por conseguinte, diante dos últimos acontecimentos que foram a tona junto a Câmara Municipal de Caicó, que inclusive instaurou uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito, afirmando com esta que iria apurar as denuncias e que no final resumiu todo o processo a Comissão de Ética da Câmara, apenas afastando o denunciante e um dos denunciados por 60 dias de suas funções legislativas, omitindo-se em apurar os fatos verdadeiramente denunciados, este Fórum discorda e repudia completamente a forma com que os vereadores trataram o assunto, deixando para segundo plano as reais denúncias de corrupção..

Por outro lado, o Fórum comunica a população Caicoense que todas as denúncias entregues as autoridades judiciais estão sendo investigadas em segredo de justiça pelos órgãos competentes e que se está vigilante no acompanhamento do desenrolar da apuração dos fatos denunciados, a fim de que os possíveis culpados sejam punidos.

É preciso que tenhamos a consciência e a certeza de que conforme está na Constituição Federal art. 1º, parágrafo único “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos “. Assim, o poder público emana do povo e não de pessoas que se apropriam de cargos públicos para satisfazer seus desejos e interesses pessoais. Afinal, quem os coloca no poder somos nós, o Povo, através do nosso voto e para que sejam nossos representantes, empregados nossos. E o mesmo PODER que tem o povo de botar, eleger através do VOTO, tem TAMBÉM de TIRAR através desse mesmo VOTO.

Mas, somente organizados e motivados pela defesa da democracia, da cidadania plena, dos direitos universais e que poderemos fortalecer as lutas e unificar nossas vozes em repúdio a todo tipo de corrupção protagonizada pelos nossos representantes, sejam de qual esfera de governo forem. Temos que colocar um basta na desonestidade dos nossos representantes para com o povo humilde e trabalhador de Caicó e toda a parte.

Se nada for feito agora, sempre teremos representantes corruptos que continuarão assaltando a nossa dignidade humana e destruindo o nosso bem estar. Temos que implementar o senso crítico de valores de uma sociedade justa e competente para com os direitos éticos, culturais, morais e legais, para que não sejamos banalizados com baboseiras civilizacionais sem nem um respeito ao cidadão e a política em sua essência. Sem uma política saudável, tendemos a ridicularizar e enfraquecer nossa posição no meio social, a democracia e a relação como seres humanos e cidadãos.

Ressaltamos ainda, que o resultado final da CPI da Câmara Municipal de Caicó em nada desfaz os fatos que foram denunciados, que o Fórum e os cidadãos de Caicó estão atentos a apuração dos fatos pelas autoridades competentes e espera a punição exemplar e legal dos possíveis culpados.

Por fim, alertamos: A melhor punição para os envolvidos em práticas de corrupção, poderá ser dada pelos próprios cidadãos caicoenses, não votando nas eleições de 2012, em candidatos ficha sujas, envolvidos e/ou denunciados por práticas de corrupção!

CHEGA DE CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE!

“Se Você treme de indignação perante alguma injustiça cometida em qualquer lugar do Mundo, então somos companheiros”!. (Cheguevara)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Os filhos de Santana de Caicó






Nascemos no Oitão da Catedral! Sim, somos todos filhos da Doce Mãe Clemente! Durante o mês de julho de cada ano (e já quase trezentos) acordamos com o trovejar dos foguetões que erigem das girândolas fincadas no torrão da nossa Ilha! Somos os Filhos de Santana que em séquito marchamos atrás da nossa Furiosa (Banda Recreio Caicoense) e nos primeiros raios da manhã cumprimentamos nossos irmãos em retribuição aos acenos vindos das janelas e das calçadas de suas casas!

Somos os Filhos de Santana! Nossos pés têm a marca deste chão. Descalços ou calçados, pisamos a terra dos Caiacós! E nos corpos que pisam vestidos elegantemente ou com roupas cerzidas, somos os Filhos de Santana! Somos filhos na fé eternizada na Prece do Vaqueiro, porque foi de sua prece que nasceu nossa Caicó!

Somos também filhos dos Joãos e das Terezinhas! Netos de Chico Contente e bisnetos do Veio Mané Pereira Troncho! Somos irmãos de Tuíla, Magão, Ribaçã, Tota, Assis de Bió, Capeta, Bode Veio, Galego de Zuíla, Tananica, David, Pituleira, Gordo Roberto, Lasquete (in memoriam), dos Negos de Benedito Leal, dos filhos de Dona Joanita, da turma da padaria e de Cícero De Laura (in memoriam)! Somos os moleques deste chão, das tamarindeiras de Mãe Quininha, do Coreto de Dinarte Mariz. Somos a origem da Matriz!

Somos os protegidos de Dr. Roldão Diniz (in memoriam), o Juiz que evitava que a polícia tomasse nossa bola, quando o jogo se dava no Patamar da Igreja! Somos da Escola de Tinonô, nosso amor de padre! Somos os filhos batizados no Poço de Santana, nosso Jordão de recordações!

Somos os Filhos de Santana e queremos dar nossas boas vindas a todos que aqui se encontram e oferecer nosso calor e hospitalidade, no lar da nossa mãe, na aura da Ilha, na Casa da Cultura, no Coreto da Liberdade, na Praça José Augusto, nas águas do Açude, Itans e principalmente no encontro das famílias na messe nossa de cada dia!

Somos os Filhos de Santana e queremos contar e cantar as histórias da nossa imaginação!


Gilberto Costa