quinta-feira, 21 de julho de 2016

Temer quer deixar trabalhador mano a mano com patrões

Medidas de Temer podem transformar carteira de trabalho em peça de museu



O ministro ilegítimo do Trabalho, Ronaldo Bastos, anunciou oficialmente nesta terça-feira (20) que vai defender, no Congresso Nacional, que as leis que protegem os trabalhadores tenham menos valor que negociações isoladas entre empresas e empregados.
Medidas de Temer podem transformar carteira de trabalho em peça de museu.
Então, com essa mudança, podemos imaginar algumas situações. Se a lei determina que as férias são de 30 dias, mas o dono de uma grande empresa disser aos funcionários que aceitem férias de 15 dias ou, do contrário, serão demitidos, é bem provável que as férias passarão a ter apenas 15 dias.
Uma hora de almoço pode ser transformada em apenas meia hora. O 13º salário pode deixar de ser pago em determinado ano sob alegação de dificuldades financeiras. E por aí vai. Com o tempo, os direitos trabalhistas vão acabar. A carteira de trabalho vai ser peça de museu.
Esse projeto do governo ilegítimo do Temer é comumente chamado pelos dirigentes sindicais de “negociado sobre o legislado”.
“Esse projeto é gravíssimo. Em momentos de crise, como este que vivemos e que ainda deve durar bastante tempo, os trabalhadores têm menor poder de barganha, e as empresas vão fazer chantagem, coação econômica”, explica Hugo Cavalcanti Melo Filho, presidente da Associação Latino-americana  de Juízes do Trabalho.

Respeito à Constituição

O ministro do Temer afirma que os princípios constitucionais não serão desrespeitados. Pura retórica, explica o juiz Hugo. “É fácil dizer isso, porque a Constituição só aponta princípios, ela não regulamenta os direitos e a proteção ao cidadão. Isso quem faz são as leis específicas”, afirma. “Se você torna a negociação entre as partes um instrumento mais forte que as leis, a Constituição não tem valor prático”, diz.
Um exemplo claro dos limites da Constituição pode ser encontrado no inciso 30 do artigo 7º da Constituição. Esse inciso diz que não pode haver diferença salarial em virtude de sexo. No entanto, na prática, as mulheres continuam ganhando menos, pois não houve lei que regulamentasse esse princípio apontado pela Constituição.

Negociação pode?

Pode, claro. Este é inclusive um dos princípios do sindicalismo. Porém, segundo o Direito do Trabalho, as negociações entre as partes só podem ser realizadas com o objetivo de ampliar ou aperfeiçoar direitos, jamais o contrário. É o chamado princípio de progressividade.
Além disso, nem todos os trabalhadores têm sindicatos realmente fortes para sentar à mesa de negociações em condição de igualdade. E há, infelizmente, sindicatos que aceitariam acordos ruins para fins paralelos.
 E, como lembrou o juiz Hugo, em situação de queda da economia, os trabalhadores ficam mais fragilizados, o que dificulta a resistência a propostas negativas.

Tem de matar no ninho

Para a advogada Silvia Lopes Burmeitef, presidenta da Associação Brasileira dos Advogados Trabalhistas, a maneira mais segura de garantir os direitos trabalhistas é implodir no Congresso Nacional os três projetos de lei que têm a finalidade de fazer o negociado prevalecer sobre o legislado.
“Existe a possibilidade, caso o projeto seja aprovado pelos deputados e senadores, de entrar na Justiça para questionar sua constitucionalidade. E creio que as centrais sindicais o farão, caso necessário”, diz Silvia.
“Porém”, diz ela, “o retrato que temos hoje do Supremo Tribunal Federal nos mostra que dificilmente aquela corte decidiria a favor dos trabalhadores. Não confio no Congresso nem no STF”, alerta. “O mais seguro é impedir sua aprovação”, reafirma.
Como? “Temos de fazer mobilizações, atos e um intenso trabalho político”, responde Valeir Ertle, secretário nacional de Assuntos Jurídicos da Central. “Os trabalhadores e trabalhadoras precisam ser informados dos riscos que esse projeto representa e temos de barrá-lo”. Mais uma razão, portanto, para #ConstruiraGreveGeral.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Sindserv (Caicó) e gestão municipal constroem proposta para solucionar a defasagem salarial dos servidores de nível superior.



Na tarde dessa quinta-feira, dia 07 de julho de 2016, estiveram reunidos no Centro Administrativo da Prefeitura Municipal de Caicó, o prefeito Roberto Germano, a secretária de finanças, Marleide Carvalho, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), Thiago Costa, e mais uma representação dos servidores públicos de nível superior para tratar da defasagem salarial que atinge a categoria.
Como representantes da categoria estiveram presentes Kledina Santos de Morais (auditora fiscal), Eduardo Araújo de Melo (odontólogo) e Edson Wânder Véras (enfermeiro).
Após mais de uma hora de dialogo, onde todos os presentes tinham em comum o interesse em sanar uma defasagem salarial que se arrasta por anos, herdada ainda da gestão que precede o mandato do prefeito Roberto Germano, a gestão municipal juntamente com o Sindserv e com a representação dos servidores de nível superior, conseguiu encontrar uma proposta viável para solucionar a defasagem salarial da categoria.
Dessa forma, nos próximos dias a direção do Sindserv estará convocando uma assembleia para repassar o conteúdo dessa proposta para a categoria que, na ocasião, terá a oportunidade de apreciar, opinar e deliberar sobre o assunto.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Um ano de Lutas!


chapasindserv


Bom dia companheiros e companheiras,


Estamos nos utilizando desse espaço para celebrarmos o primeiro ano de mandato da atual direção do Sindserv a frente desse órgão representativo das categorias dos servidores públicos municipais de Caicó.

Durante esse curto espaço de tempo, temos nos empenhado ao máximo na defesa dos nossos direitos bem como na realização de atividades de formação, sempre no intuito de que possamos ter cada vez mais forte a nossa consciência de classe e de indignação perante as injustiças que ainda persistem em nossa cidade e em nossa jovem democracia brasileira.

Aproveitamos, aqui, em nome de toda a nossa diretoria, para renovar os votos de estima e gratidão por essa nobre e desafiadora missão de representa-los.

E sigamos em frente!

Unidos somos fortes! O Sindserv somos todos nós!


Thiago Costa
(Presidente) 

sábado, 2 de julho de 2016

PCdoB de Caicó realizou grande debate sobre a educação municipal.



 

O PCdoB realizou, na noite de ontem, sexta-feira, 01 de julho, mais um Fórum de Debates para Promoção do Desenvolvimento Humano, Econômico e Social de Caicó.
O IV modulo realizado pelo PCdoB, PT e PDT teve como tema: Desafios e perspectivas da educação municipal de Caicó.
Tendo como palestrantes os professores da rede municipal de Caicó, Antônio Neves e Onofre Laurindo, e a professora e doutora Sandra kelly (UFRN), o debate abordou desde questões técnicas até a realidade concreta presente no chão das escolas do município.
Definindo-se pela participação, interatividade e por tratar de temas impossíveis de ser esgotado em uma noite, o debate foi bastante empolgante, o que fez com que extrapolasse o tempo previsto pela organização.
Assim, de acordo com a fala dos organizadores do evento, o PCdoB de Caicó segue na perspectiva de criar um projeto popular e se propondo a construir esse mesmo projeto com a participação dos caicoenses no intuito de, uma vez vitorioso, desenvolver uma mandato cidadão, capaz de tirar Caicó do atraso e conduzi-lo pelos trilhos do desenvolvimento humano, econômico e social dessa cidade.

Pré-candidato a prefeito de Caicó desfaz mentiras de blogueiro sobre sua pré-candidatura.



 

O pré-candidato a prefeito de Caicó, o advogado João Brás (PCdoB), utilizou a sua página no facebook para desmentir boatos veiculados em um blog caicoense a respeito de uma suposta desistência do advogado ao pleito eleitoral desse ano.
Confira, na integra, um fragmento do texto postado por João Brás em sua página no facebook:

“Face à matéria veiculada em um blog da cidade, cujo nome não vale a pena citar, o qual dá conta da desistência de nossa pré-candidatura a Prefeito de Caicó, venho de público reafirmar nossa Pré - candidatura a Prefeito de Caicó.
Reafirmo que nosso Projeto continua crescendo e deve estar preocupando os caciques de nossa cidade, que se utilizam de vários meios para manterem seus status-quo.
Por outro lado, é certo que nossa gente não admite mais as amarras que lhe impuseram ao longo de 50 anos e, agora, rumam à conquista desenfreada de sua liberdade".