segunda-feira, 16 de março de 2015

Greve em Caicó começa nesta quarta-feira!



Por Joseana Soares (presidenta do Sindserv)


Servidores e servidoras municipais do nível superior de Caicó decidem cruzar os braços para que o prefeito negocie: 25% de reajuste a partir de março; retroativo dos meses de janeiro e fevereiro de 2015; integralizar a tabela salarial em julho.

Hoje, um servidor do nível superior, citando exemplo assistente social com 40 horas semanais e até 5 anos, recebe seu salário base de r$ 1.080,00 sendo que deveria ser r$ 1.525,06.

Desde o ano passado que o prefeito adia a correção da tabela salarial destes profissionais que atuam nas mais diversas áreas do município.


Ao invés de negociar a proposta dos servidores votada em assembleia, o prefeito preferiu ignorar a categoria alegando que a mesma foi acatada. Mas, quem acatou? Nada sensato de um gestor que foi premiado recentemente como gestor nota 10.

gestor que não respeita servidores NÃO MERECE PRÊMIO NOTA 10!

domingo, 15 de março de 2015

“O grande dia chegou”! “Fora Dilma”! “Fora PT”! “Viva a democracia”! “Intervenção militar Já”!






População capixaba vai às ruas contra a presidente Dilma


Por Professor Thiago Costa


Em fim chegou o grande dia! Realmente foi um estouro! Insatisfeito com os resultados das urnas, os opositores começaram a partir do 1º dia após a sua derrota a tramar incansavelmente contra a vontade das urnas e contra a democracia brasileira.

É inegável que, neste domingo, dia 15 de março de 2015, a elite reacionária brasileira mostrou que todo o seu aparato econômico e midiático é realmente capaz de fazer a diferença.

Desde o inicio do ano, grupos e fanpage no Facebook e outras redes sociais foram ferramentas importantes de articulação e disseminação de um sentimento de ódio ao PT, a esquerda brasileira, aos movimentos sociais. Mais do que isso, é uma demonstração de ódio e insatisfação com as conquistas que as classes historicamente marginalizadas vêm obtendo nos últimos 12 anos graças as políticas econômicas e sociais dos governos Lula e Dilma.

Alimentados por essa amargura, querendo a todo custo a retomada do poder, seja por meio de um golpe midiático, judicializado ou até, em alguns momentos, ferindo a constituição com o incentivo a intervenção militar, esses grupos de direita, de extrema direita e de fascistas vem financiando um movimento que, como já dissemos, não é somente contra Dilma, contra o PT, é principalmente contra a esquerda brasileira, contra os movimentos sociais e as conquistas obtidas pela classe trabalhadora nesses últimos 12 anos.

Pelo Facebook, Instagram, WhatsApp, em mensagens escancaradas, ou, subliminares, veiculadas em emissoras de rádio ou de televisão, em artigos de jornais e revistas de propriedades desses fascistas, reacionários e conservadores foram-se alimentando esse ódio, onde nem a maior estatal do país, financiadora de muitos dos nossos projetos econômicos e sociais, sendo a nossa grande esperança de garantia de investimentos futuros em saúde e educação e em outras áreas, nem mesmo a Petrobras foi poupada desses cães raivosos que ladram contra a democracia brasileira.

Esses cães, a que me refiro, não são aquelas pessoas, trabalhadoras, que saíram as ruas para protestar contra corrupção, a política econômica, as medidas provisórias e contra o governo. Esses, apenas exercem seus direitos de livre expressão garantidos pelo estado democrático.

Os cães a que me refiro são aqueles que formulam e divulgam, intencionalmente, uma leitura deformada da realidade, sem considerar os vários fatores condicionantes da atual conjuntura, que vendem uma imagem negativa do país, que buscam a promoção do caos, tudo isso com a clara intenção de fazer uso político do atual momento para viabilizar suas pretensões golpistas.

Os cães a que me refiro são aqueles que, insatisfeitos com a Ascensão social de milhões de brasileiros, incomodados em dividir certos espaços públicos, privados, econômicos e políticos os quais acreditam serem detentores exclusivos em razão de uma providencia divina, fomentam a falsa ideia de que toda a corrupção que ocorre no país é obra do PT, que todos os movimentos sociais são alienados, que a esquerda brasileira representa utopias atrasadas criminalizando, assim, todos aqueles que de longas datas lutam pela construção de uma nação mais justa, mais igual e com oportunidades para todos os brasileiros.

As manifestações de hoje representam a culminância, bem sucedida, de uma estratégia planejada e financiadas pelos setores mais atrasados e conservadores da política brasileira.

Com toda segurança, afirmo que o grande mérito do ato de hoje, foi colocar nas ruas milhões de pessoas honestas, trabalhadores, estudantes, artistas, em fim, de vários segmentos sociais, para defender a ideologia dos seus próprios opressores e, com isso, darem um tiro certeiro, dilacerando os dedões de seus próprios pés.

sexta-feira, 13 de março de 2015

A coleta Seletiva de Santana do matos está na sua Segunda semana e conta com o apoio da população.



Os Catadores de Materiais recicláveis da ASCASAMA deram início a coleta porta a porta no município de Santana do matos, está na sua segunda semana e conta com o apoio da comunidade santanense.

A coleta seletiva no município de Santana do Matos, atende as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada após duas décadas de discussão, enfrenta um desafios. Por que isso significa o fim do lixão a céu aberto. As mudanças envolvem governos, empresas e consumidores e passam pela coleta seletiva e pela chamada logística reversa.

Aprovada em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) foi discutida por quase 20 anos no Congresso Nacional. Embora seja considerada por especialistas como uma boa lei, existe uma preocupação se a lei vai pegar, já que envolve uma participação ampla da sociedade. A lei traz obrigações para ministros, governadores, prefeitos e também para empresários e consumidores.

Através de convenio com a Caritas Diocesana de Caicó o Munícipio de Santana do matos dá passos importantes para se adequar a lei Nacional de resíduos sólidos.

FONTE: CÁRITAS DIOCESANA DE CAICÓ

quinta-feira, 12 de março de 2015

SERVIDORES MUNICIPAIS DE CAICÓ ENTRARÃO EM GREVE DIA 18 (PRÓXIMA QUARTA-FEIRA)

Servidores de nível superior reivindicam integralização salarial de acordo com o que determina o Plano de Cargos, Carreira e Salários do funcionalismo municipal
Durante assembleia do Sindserv. Caicó, realizada na manhã desta quinta-feira (12) foi aprovada greve dos servidores com cargos de nível superior que estão enquadrados no Plano Geral de Cargos, Carreira e Salários dos Servidores. A paralisação que deve atingir cerca de 160 funcionários em várias secretarias e serviços está prevista para próxima quarta-feira (18) e será por tempo indeterminado, até que o prefeito Roberto Germano sinalize em atender a pauta de reivindicação das categorias que estão paralisando o atendimento a população.

Os servidores não aceitaram a proposta de reajuste salarial de 20% oferecida pelo município e enviaram uma contraproposta de 25% a ser pago já no mês de março com pagamento dos meses retroativos de janeiro e fevereiro, mas até agora o prefeito não sinalizou com o retorno de negociações.

O piso salarial integral destas categorias para o ano de 2015 é no valor de R$ 1.525,00, mas pela proposta de 20% oferecida pelo prefeito o salário base continua defasado sem atingir a integralidade a que esses servidores têm direitos, pois só chega a R$ 1.296,00.

Todas as demais categorias municipais, incluídas ai o magistério e Agentes Comunitários de Saúde que têm pisos salariais definidos por leis nacionais estarão com seus salários integrais a partir de abril, ficando de fora os servidores de nível superior.

Diante este impasse, parece que somente a greve é o caminho.
 

quarta-feira, 11 de março de 2015

O significado do 13 de março





O país vive uma acirrada guerra política. A direita usa todas as suas armas para contornar o resultado adverso das urnas e voltar ao poder através de uma articulação golpista, que envolve a mídia hegemônica, o capital financeiro, os partidos conservadores e seus representantes instalados inclusive em parte das estruturas do Estado, como o Judiciário e o aparelho policial. Como se vê, adversários poderosos.

Cresce cada vez mais a virulência e o incentivo ao ódio contra o governo e contra a esquerda. O dia 15 de março será o desaguadouro de toda esta campanha, e as forças da reação estarão juntas para conduzir uma marcha contra o governo. O verdadeiro objetivo é obrigar a saída da presidenta reeleita e consagrar a volta de uma agenda neoliberal, antipopular e contra a soberania nacional. Diante disso, cabe a velha frase: “Em uma guerra, a primeira construção que caí é o muro”.

Se o dia 15 é anti-Dilma e pró-golpe, a manifestação do dia 13 não pode ser dúbia a este respeito: o que necessariamente tem que predominar são as palavras de ordem pela democracia e contra o golpe. As justas críticas ao ajuste fiscal e aos eventuais erros do governo devem ser feitas na medida correta, para não desvirtuar o que precisa ser o sentido principal do ato das forças progressistas: a explícita defesa do mandato da presidenta Dilma.

Cinicamente o PSDB, porta-voz do ideário neoliberal em nosso país, diz em suas propagandas na TV que Dilma traiu seus compromissos de campanha. Perguntamos: que compromissos são estes? Resposta: aqueles que o PSDB sempre combateu. Fica claro, portanto, que fortalecer esta cantilena, mesmo que com palavras mais hábeis, é cair na armadilha do inimigo e mostrar pouca compreensão sobre o que hoje está em jogo.

Em face da gravidade da situação, é inadmissível deixar-se levar por pressões meramente corporativas. Quem ceder a este erro será cobrado pela história. O momento é de alerta máximo e prontidão absoluta em defesa da legalidade, da democracia e do mandato da presidenta Dilma Rousseff, o que necessariamente deve se expressar com vigor e nitidez no ato do dia 13 de março.


Não permitiremos o golpe! Resistir é a palavra de ordem!



Foto de Janúbio Santos.

Depois de destruir Nacionalismo árabe, EUA preparam o bote na América do Sul



Por Rodrigo Vianna


A lista é impressionante: Iraque, Afeganistão, Líbia e Síria. Em menos de 15 anos, os quatro países se transformaram em Estados zumbis. É algo muito grave, a indicar a direção para onde aponta a política expansionista dos Estados Unidos no século XXI.

Com o fim da Guera Fria, deixaram de ter qualquer anteparo para sua estratégia de fazer tombar todos os governos que signifiquem ameaça ao controle do petróleo no Oriente Médio (ou em outras partes do planeta).

Saddam Hussein (Iraque) não era um santo. Todos sabemos. Muamar Gadafi (Líbia), tampouco. Os dois, ao lado da família Assad na Síria, faziam parte de um movimento (o nacionalismo árabe) a significar um grito de independência desses países – que, no passado, haviam estado sob domínio turco ou europeu.

Outra característica unia os três (e era a marca também do regime forte no Egito, comandado por Mubarak, que tombou na tal “primavera árabe”): conduziam estados laicos, com um discurso pautado mais pelo “orgulho nacional” do que pela religião. Eram países comandados por regimes fortes, organizados, com projetos de nações independentes. Apesar de longe, muito longe, de qualquer princípio democrático.

Em nome da democracia, os Estados Unidos varreram do mapa esses governantes. A Líbia foi retalhada, já não existe, debate-se em crise permanente com o confronto entre pelo menos 4 facções armadas. A Síria é um semi-estado, em que Assad resiste em Damasco, mas vê o Estado Islâmico (EI), de um lado, e os “rebeldes” armados pelos EUA/Europa, de outro, avançando sobre grandes porções do território. O Iraque é agora um protetorado ocidental, sem qualquer margem para se organizar de forma independente.

Vejo alguns analistas “liberais”, na imprensa brasileira, dizendo que Washington “fracassou” porque derrubou governos autoritários e, em vez de democracias, colheu o caos no Oriente Médio. Coitados. Tão ingênuos esses norte-americanos.

Ora, ora. Pode haver algo mais fácil de controlar do que populações desorganizadas, que se matam em guerras sem fim, sem a proteção de nada parecido com um Estado organizado?

O projeto dos EUA era – e é – o caos, a criação de uma grande franja que (do norte da África ao Tigre e Eufrates, chegando às montanhas do Afeganistão) debate-se no caos. É o que tenho chamado de “Estados zumbis”.

Mais recentemente, a intervenção de Washington avançou para a Ucrânia. De novo, vejo quem lamente que a intervenção não tenha levado a uma democracia ucraniana em estilo ocidental. Como se o objetivo fosse esse…

Está claro que, também na Ucrânia, o objetivo era criar um estado de caos e inoperância – que, de toda forma, é melhor do que uma Ucrânia forte, unificada, pró-Russia (essa era a ameaça antes da famosa rebelião fascista da Praça Maidan, insuflada pelos EUA, em Kiev).

A diferença é que na Ucrânia os norte-americanos encontraram resposta russa, que puxou para si a Criméia  e as regiões do leste  ucraniano (onde a cultura dominante e a língua são russas). “Ok, vocês podem criar o caos na sua  Ucrânia; mas na nossa, não” – esse parece ter sido o recado de Putin a Obama.

Evidentemente, a derrubada dos governos em cada um desses países (do norte da África ao Afeganistão, da Ucrânia ao Tigre/Eufrates) seguiu motivações e roteiros próprios. Mas todas essas intervenções são parte de um mesmo movimento de afirmação da hegemonia dos Estados Unidos.

O poder imperial, em relativa crise econômica, se afirma pelas armas de forma impressionante, mundo afora – e isso em apenas 15 anos.

Vivemos o período das “operações especiais”, das guerras não-declaradas, das rebeliões movidas a whatsapp e vendidas como “gritos pela democracia”.

O mundo se ajoelha ao poder imperial. O nacionalismo árabe, que oferecia alguma resistência ao avanço dos EUA e seus parceiros da OTAN, foi destroçado.

Outro pólo de oposição é o que se desenha na Eurásia, com a parceria energética e logística entre russos e chineses. Por isso, Putin está sob cerco econômico, e ali – mais à frente – será jogada a partida decisiva no xadrez mundial.

Antes disso, no entanto, a política de intervenção de Washington se move para a América do Sul. Honduras e Paraguai foram ensaios, bem-sucedidos.

Venezuela, Argentina e Brasil: aqui, agora, vemos avançar o projeto de criar novos Estados zumbis. Depois do nacionalismo árabe, chegou a hora de destruir o nacionalismo latino-americano. Não é por outro motivo que “bolivarianismo” virou o anátema, o palavrão, o inimigo a ser derrotado – numa ofensiva que é política, econômica e sobretudo midiática.

Claro que todos esses país possuem problemas. Não quero dizer que todos os dilemas da América do Sul sejam responsabilidade do Império do Norte. Não. Simplesmente, Washington aproveita as contradições e fraquezas internas, em cada um desses países, para assoprar a faísca do caos.

Aqui, no Brasil, a intervenção não precisa ser diretamente militar. Basta atiçar setores sob hegemonia da cultura (e da grana) dos Estados Unidos.

Num encontro social (em São Paulo, claro), recentemente, ouvi a proposta pouco sutil: “bom mesmo é que o Obama invadisse isso aqui, e acabasse com essa bagunça”. Esse é o projeto dos paneleiros no Brasil. O fim da Nação, a anexação ao Império.

A próxima batalha – parece –  será travada na Venezuela.

Maduro fustigou os Estados Unidos, mandando embora parte do pessoal da embaixada dos EUA em Caracas. Agora Washington reage e declara a Venezuela uma ameaça à segurança dos Estados Unidos (leia aqui).

A escalada verbal favorece os setores mais duros do chavismo. Ameaça de intervenção do Império pode dar a justificativa para um governo chavista mais forte, em que o poder já não estaria com Maduro, mas com os militares chavistas. A burguesia que hoje bate panelas em Caracas talvez tenha que seguir o caminho da elite cubana, em direção a Miami. Mas haveria guerra civil. O caos. Uma Líbia, ou um Iraque, às portas do Brasil.

Com um governo muito mais moderado, o Brasil também vive em estado de pré-convulsão política. Reparem: é o Estado (e não o “petismo”) que pode se desmanchar. Petrobras, políticas sociais, a própria ideia de desenvolvimento. Tudo isso está em cheque. E não é à toa.

Na Argentina, já se fala abertamente no envolvimento de serviços de inteligência estrangeiros, na morte do procurador Nisman – com o objetivo de desestabilizar Cristina Kirchner - leia mais aqui, no texto de Paul Craig Roberts (sugestão do site O Empastelador).

No Brasil, vivemos uma venezuelização de mão única: apenas um dos lados aposta no confronto total. Os paneleiros querem sangue; o governo mantem a moderação verbal. Até quando?

O cenário é de um confronto que ameça não o governo Dilma, mas a própria ideia de um Estado nacional com projeto próprio.

A manifestação do dia 15 é só um capítulo da guerra. A própria batalha do impeachment é parte de uma guerra muito mais ampla.

Essa guerra será dura, e pode durar muitos anos. O tempo da conciliação acabou.

Nos anos 80, quando se falava na participação direta dos Estados Unidos na derrubada de TODOS os governos do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile e Uruguai), ocorrida uma ou duas décadas antes, certos liberais uspianos sorriam, e atribuíam a afirmação a “teorias conspiratórias”; com a abertura dos arquivos em Washington, conheceu-se a verdade.

Parece “teoria conspiratória” que, depois de eliminar o nacionalismo árabe, os EUA preparem-se para um ataque contra a América do Sul bolivariana?


Fonte: Portal Forum