"Morando tanto tempo fora do Brasil, o
jornalista Diogo Mainardi não demonstra conhecimento pela importância
do Nordeste ao País e principalmente respeito com a população
nordestina. Já que ele fala também de cultura, será que ele sabe a
importância destes homens para o Brasil: Graciliano Ramos, Rui Barbosa,
Glauber Rocha, Jorge Amado, Suassuna, Renato Aragão, Caetano Veloso,
Gilberto Gil, José Wilker e Chico Anysio. Cito 10 importantes nomes
nascidos no Nordeste em vários períodos que contribuíram para a evolução
do Brasil. São escritores, poetas, pensadores, atores e compositores
que ajudaram e são referências do Brasil no exterior. Infelizmente o
Mainardi demonstra ignorância e arrogância quando crítica o Nordeste.
Nossa população tem dificuldades e luta com humildade para melhorar sua
condição de vida. As maiores dificuldades foram impostas pelos diversos
Governos ao longo dos anos. Mainardi, respeite o Nordeste!"
terça-feira, 28 de outubro de 2014
Henrique Alves lidera campanha pra brecar participação popular na reforma política
Agora os senhores
representantes começam a mostrar quem verdadeiramente são. O Srº Henrique Eduardo
Alves (PMDB/RN) lidera uma campanha na câmara federal contra o plebiscito a
favor da reforma política. Fica a pergunta! Qual é a mudança que ele e a
galerinha tucana queriam mesmo em?
Uma mudança de cara em
beneficio das velhas elites que sempre concentrarão o poder econômico e
político em suas mãos.
Posicionam-se veementemente
contra o plebiscito para consultar se as pessoas são a favor ou contra a
criação de uma constituinte exclusiva sobre a reforma política, que abriria
espaço para setores da sociedade, escolhidas por seus pares, participarem na
elabora de uma nova regra para a política brasileira.
Sobre essa mesma ótica
anti-povo, os deputados votaram, em retalhamento a reeleição de Dilma, uma
projeto de lei que anula o decreto presidencial instituído esse ano que criava
a Política Nacional de Participação Social, que teve como propósito normatizar
os mecanismos de participação social por parte da sociedade brasileira.
Fica outra pergunta: por que
será que esses homens de preto tem tanto medo da opinião, acompanhamento e
fiscalização do povo?
O Srº Henrique Alves, com
tal conduta, visa brecar a participação popular na elaboração de uma legislação
política decente, que atendesse os anseios do povo brasileiro.
Esse é o Srº que queria ser
governador do RN e que agora mostra claramente que, no seu entendimento, povo
não deve ter voz na hora de apontar os rumos da nação, pois, sempre esteve
acostumado a ver o cidadão como ser passível de ser domado pelo cabresto.
Esse é Henrique Eduardo
Alves, ainda há duvidas sobre a quem ele serve?
Vamos escrever uma educação pública de qualidade!
Participe da elaboração ou
adequação dos Planos dos 26 estados, do Distrito Federal e dos 5.570 municípios
ao novo PNE. Não se trata apenas de uma exigência legal; sem planos
subnacionais formulados com qualidade técnica e participação social que os legitimem,
o PNE não terá êxito. Exija os Planos Estaduais e Municipais de Educação!
Passada a mobilização em
torno do Plano Nacional de Educação, a luta agora fica por conta da elaboração
democrática e aprovação dos planos subnacionais até 24/06/2015. O Ministério da
Educação, por meio da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino
(SASE), divulgou um caderno de orientações para apoiar os diferentes entes
federativos no desafio de alinhar os planos municipais e estaduais de educação
ao PNE. O material destaca que "os Planos Estaduais de Educação (PEEs)
precisam ser imediatamente produzidos, debatidos e aprovados em sintonia com o
PNE. E os Planos Municipais (PMEs), da mesma maneira que devem ser coerentes
com o PNE, também devem estar alinhados aos PEEs dos estados a que pertencem.
Para o cidadão, o PNE e os planos de educação do estado e do município onde ele
mora devem formar um conjunto coerente, integrado e articulado, para que seus
direitos sejam garantidos e o Brasil tenha educação com qualidade e para
todos".
O documento também lembra
que o grande desafio é construir em todo o Brasil a unidade nacional em torno
de cada uma das vinte metas, o que começa na busca de acordos em torno de
algumas premissas importantes para o processo de pactuação.
"É no território do
município que as metas nacionais se concretizam. A articulação efetiva de
esforços para as ações colaborativas deve ser construída no espaço territorial
do município, onde vive o cidadão a quem o direito à educação precisa ser garantido",
reforça o secretário de Assuntos Educacionais da CNTE, Heleno Araújo.
A elaboração do material de
apoio, com orientação das ações a serem realizadas no planejamento da próxima
década, contou com o apoio da União Nacional dos Dirigentes Municipais de
Educação (UNDIME), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED), da
União dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME), do Fórum Nacional dos
Conselhos Estaduais de Educação (FNCE) e do Conselho Nacional de Educação
(CNE).
Participe desse processo de
construção. Consulte o caderno de orientações aqui.
Para entender a vitória de Dilma Rousseff
Por Leonardo Boff
Nestas eleições presidenciais, os brasileiros e
brasileiras se confrontaram com uma cena bíblica, testemunhada no salmo número
um: tinha que escolher entre dois caminhos: um que representa o acerto e a
felicidade possível e outro, o desacerto e infelicidade evitável.
Criaram-se todas as condições para uma tempestade
perfeita com distorções e difamações, difundidas na grande imprensa e nas redes
sociais, especialmente uma revista que ofendeu gravemente a ética jornalística,
social e pesssoal publicando falsidades para prejudicar a candidata Dilma
Rousseff. Atrás dela se albergam as elites mais atrasadas que se empenham antes
em defender seus privilégios que universalizar os direitos pessoais e sociais.
Face a estas adversidades, a Presidenta Dilma ao ter
passado pelas torturas nos porões dos órgãos de repressão da ditadura militar,
fortaleceu sua identidade, cresceu em determinação e acumulou energias para
enfrentar qualquer embate. Mostrou-se como é: uma mulher corajosa e valente.
Ela transmite confiança, virtude fundamental para um político. Mostra inteireza
e não tolera malfeitos. Isso gera no eleitor ou eleitora o sentimento de
“sentir firmeza”.
Sua vitória se deve em grande parte à militância que
saiu às ruas e organizou grandes manifestações. O povo mostrou que amadureceu
na sua consciência política e soube, biblicamente, escolher o caminho que lhe
parecia mais acertado votando em
Dilma. Ela saiu vitoriosa com mais de 51% dos votos.
Ele já conhecia os dois caminhos. Um, ensaiado por
oito anos, fez crescer economicamente o Brasil mas transferiu a maior parte dos
benefícios aos já beneficiados à custa do arrocho salarial, do desemprego e da
pobreza das grandes maiorias. Fazia políticas ricas para os ricos e pobres para
os pobres. O Brasil fez-se um sócio menor e subalterno ao grande projeto
global, hegemonizado pelos países opulentos e militaristas. Esse não era o
projeto de um país soberano, ciente de suas riquezas humanas, culturais,
ecológicas e digno de um povo que se orgulha de sua mestiçagem e que se enriquece
com todas as diferenças.
O povo percorreu também o outro caminho, o do acerto
e da felicidade posssível. Neste ele teve centralidade. Um de seus filhos,
sobrevivente da grande tribulação, Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu com
políticas públicas, voltadas aos humilhados e ofendidos de nossa história, que
uma Argentina inteira fosse incluída na sociedade moderna. Dilma Rousseff levou
avante, aprofundou e expandiu estas políticas com medidas democratizantes como
o Pronatec, o Pro-Uni, as cotas nas universidades para os estudantes vindos da
escola pública e não dos colégios particulares; as cotas para aqueles cujos
avós vieram dos porões da escravidão assim como todos os programas sociais do
Bolsa Família, o Luz para Todos, a Minha Casa, minha Vida, o Mais Médicos entre
outros.
A questão de fundo de nosso país está sendo
equacionada: garantir a todos mas principalmente aos pobres o acesso aos bens
da vida, superar a espantosa desigualdade e criar mediante a educação
oportunidades aos pequenos para que possam crescer, se desenvolver e se
humanizar como cidadãos ativos.
Esse projeto despertou o senso de soberania do
Brasil, projetou-o no cenário mundial como uma posição independente, cobrando
uma nova ordem mundial, na qual a humanidade se descobrisse como humanidade,
habitando a mesma Casa Comum.
O desafio para a Presidenta Dilma não é só consolidar
o que já deu certo e corrigir defeitos mas inaugurar um novo ciclo de exercício
do poder que signifique um salto de qualidade em todas as esferas da vida
social. Pouco se conseguirá se não houver uma reforma política que elimine de
vez as bases da corrupção e que permita um avanço da democracia representativa
com a incorporação da democracia participativa, com conselhos, audiências
públicas, com a consulta aos movimentos sociais e outras instituições da
sociedade civil. É urgente uma reforma tributária para que tenha mais equidade
e ajude a suplantar a abissal desigualdade social. Fundamentalmente a educação
e a saúde estarão no centro das preocupações desse novo ciclo. Um povo
ignorante e doente não pode dar nunca um salto rumo a um patamar mais alto de
vida. A questão do saneamente básico, da mobilidade urbana (85% de população
vive nas cidades) com transporte minimamente digno, a segurança e o combate à criminalidade
são imperativos impostos pela sociedade e que a Presidenta se obrigará a
atender.
Ela nos debates apresentou um leque signficativo de
transformações a que se propôs. Pela seridade e sentido de eficácia que sempre
mostrou, podemos confiar que acontecerão.
Há questões que mal foram acenadas nos debates: a
importância da reforma agrária moderna que fixa o camponês no campo com todas
as vantagens que a ciência propiciou. Importa ainda demarcar e homologar as
terras indígenas, muitas ameaçadas pelo avanço do agro-negócio.
Por último e talvez o maior dos desafios nos vem do
campo da ecologia. Severas ameaças pairam sobre o futuro da vida e de nossa
civilização, seja pela máquina de morte já criada que pode eliminar por várias
vezes toda a vida e as consequências desastrosas do aquecimento global. Se
chegar o aquecimento abrupto, como inteiras sociedades científicas alertam, a
vida que conhecemos talvez não possa subsistir e grande parte da humanidade
será letalmente afetada. O Brasil por sua riqueza ecológica é fundamental para
o equiíbrio do planeta crucificado. Um novo governo Dilma não poderá obviar
esta questão que é de vida ou morte para a nossa espécie humana.
Que o Espírito de sabedoria e de cuidado oriente as
decisões difíceis que a Presidenta Dilma Rousseff deverá tomar.
Jornalistas internacionais criticam reportagem da revista Veja
A reportagem de capa da revista Veja na última
sexta-feira (24) teve repercussão internacional e gerou indignação entre
jornalistas pela falta de apuração e compromisso ético com a verdade. Alex
Cuadros, que já trabalhou para a Bloomberg, publicou no Twitter uma mensagem
criticando a publicação. “Acabei de ler a história da Veja alegando que Lula e
Dilma sabiam do esquema da Petrobras. Não cita nenhuma evidência, e a
testemunha em delação premiada não diz como sabe disso”, escreveu.
O também jornalista Jon Lee Anderson, da revista New
Yorker, respondeu: “Isso é clássico da Veja, que publica calúnias e opiniões
como se fossem fatos. Uma revista tóxica com uma linha editorial que passa bem
longe do jornalismo”. Jon Lee é autor do livro “Che Guevara, uma biografia” e
foi duramente criticado pela revista em 2007. À época, ele disse que o texto
publicado pela Veja fingia ser imparcial, mas esquecia de critérios
fundamentais de um “jornalismo honesto”, como mostrar pelo menos “um esforço de
objetividade”, conforme escreveu na ocasião.
A reportagem a que eles se referem gerou polêmica por
ter sido realizada com o objetivo claro de desestabilizar as eleições
presidenciais a favor do candidato tucano Aécio Neves. A edição que sairia
apenas no domingo foi adiantada para sexta-feira e sem qualquer comprovação das
denúncias apresentadas.
O presidente do PT, Rui Falcão, lembrou que o partido
entrou com representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Ministério
Público Eleitoral (MPE) e no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a revista.
“Nós não podemos tolerar que continue a ter tanta tentativa de interferência no
processo eleitoral através de matérias caluniosas, mentirosas, totalmente sem
fundamentos e sem fontes”, disse em entrevista na última semana.
Contra a histeria: os 7 mitos da eleição
MITO 1: FOI
O NORDESTE QUE ELEGEU DILMA
É claro que o desempenho de Dilma no Nordeste foi
crucial para a sua vitória – lá, ela teve 20 milhões de votos no segundo turno,
o que correspondeu 72% do total de válidos. Mas a presidente reeleita obteve um
apoio razoável em todas as cinco regiões. Seu menor porcentual de votos válidos
foi no Sul, onde ela teve o apoio de 41% dos eleitores que escolheram um
candidato.Na verdade, a impressão de que o Nordeste sozinho é o grande
responsável pela reeleição de Dilma é fortalecida quando se vê o mapa eleitoral
de cada Estado pintado por quem teve o maior porcentual de votos ali. Nesse
mapa, metade do Brasil aparece pintado de azul, como se ela tivesse ido em
direção totalmente oposta à outra metade, vermelha. O deputado estadual eleito
Coronel Telhada (PSDB-SP) chegou a defender a independência do Sul e do Sudeste
por causa disso. Mas, na verdade, dos dez Estados em que Dilma obteve menor
votação, apenas três estão nessas regiões: SC, SP e PR. Todos os outros estão
ou no Norte ou no Centro-Oeste. Visualmente, é possível ver como o apoio a
Dilma se espalha pelo Brasil pelo gráfico de relevo ao lado – nenhuma das duas
maiores “montanhas” que representam o número absoluto de votos está no
Nordeste.
MITO 2:
PALANQUE ESTADUAL INFLUENCIA ELEITORES
Pesquisas e resultados eleitorais voltaram a
demonstrar que a maioria dos eleitores não faz conexão entre o voto para
presidente e para governador. Apesar da prática tradicional dos presidenciáveis
de buscar “palanques fortes” nos Estados – alianças com candidatos a governador
-, não há evidências de que isso renda votos.Apoiado por praticamente toda a
cúpula do PMDB do Rio de Janeiro, o tucano Aécio Neves buscou popularizar a
chamada “chapa Aezão”, na esperança de que os eleitores de Luiz Fernando Pezão
votassem também nele. Os mapas de votação de ambos, porém, mostram que não
houve sintonia eleitoral.Pesquisa Ibope divulgada pouco antes do 2º turno
mostrou que, dos eleitores de Pezão, seis em cada dez pretendiam votar em Dilma Rousseff. Marcelo
Crivella, adversário do peemedebista, fez campanha explícita para Dilma – mas
isso não impediu que cerca de 40% de seus eleitores manifestassem intenção de
votar em Aécio.
MITO 3:
PESQUISAS ERRAM RESULTADO DA URNA
Embora alguns insistam que as pesquisas de intenção
de voto consistentemente erram o resultado das urnas, não é o que mostram os
dados – tanto os das eleições de domingo quanto os e históricos. A vitória de
Dilma Rousseff (PT) na disputa pela Presidência foi prevista pelo Ibope, que
atribuía a ela 53% da preferência do eleitorado. Dilma recebeu 52% dos votos
válidos, portanto dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos
porcentuais.O Datafolha também atribuía favoritismo à petista, embora ela
estivesse no limite do empate técnico com Aécio Neves (PSDB). Ambos os
institutos descreveram, por meio dos números, a campanha do 2.º turno: Aécio
começa à frente, carregado pelo embalo do 1o turno, em que teve votação
superior ao esperado. Dilma se recupera na última semana, com uma insuficiente
reação de Aécio na véspera do pleito. Para os institutos, os números exatos
importam menos que o movimento descrito pelas curvas de intenção de voto de
cada candidato. Sem elas, é impossível analisar qualquer campanha.Desde 2002, a diferença média da
sondagem de véspera do dia da eleição de Ibope e Datafolha para o resultado do
2.º turno é de um ponto porcentual – portanto dentro da margem de erro. Assim,
os institutos acertaram os resultados das eleições em todos os anos, mesmo em
2014, na disputa mais acirrada da história.
MITO 4:
VOTOS NULOS SÃO SINAL DE PROTESTO
Após os protestos que tomaram as ruas das principais
cidades do País em junho de 2013, analistas e cientistas políticos previram
aumento significativo de votos nulos na eleição deste ano. Isso não ocorreu:
foram 4,4% de nulos em 2010 e 4,6% em 2014 – a comparação leva em conta os dois
segundos turnos da disputa presidencial.É claro que muitos indivíduos podem
anular o voto como forma de protesto. Mas as estatísticas indicam que parcela
significativa dos nulos se deve a erros no momento do voto. Uma evidência disso
é a diminuição dos votos anulados entre o 1.º e o 2.º turno das eleições –
entre uma e outra etapa, o número de cargos em disputa cai de cinco para apenas
um ou dois, o que reduz a complexidade do manejo da urna eletrônica.Outro
indício é o fato de que a taxa de nulos para deputado estadual – o primeiro
cargo na ordem de votação – é sempre mais baixa, já que são contadas como voto
na legenda as tentativas equivocadas de digitar os números de presidenciáveis.
MITO 5:
FAMÍLIA CAMPOS TRANSFERE VOTOS
O tucano Aécio Neves lançou sua campanha no 2.º turno
em Pernambuco, onde recebeu o apoio da viúva e dos filhos de Eduardo Campos,
candidato a presidente pelo PSB até agosto, quando morreu em um acidente aéreo.
Os líderes do PSDB esperavam que a família Campos e a máquina do PSB no Estado
proporcionassem uma vitória a Aécio no Nordeste, assim como já havia ocorrido
com Marina Silva, primeira colocada em Pernambuco no 1.º turno.A estratégia não
deu resultados. Aécio teve entre os pernambucanos apenas 29,8% dos votos,
resultado próximo da média que obteve em todo o Nordeste: 28,3%. O tucano
ganhou em apenas uma cidade pernambucana: a pequena Taquaritinga do Norte, onde
obteve 7.340 votos, 432 a
mais do que a presidente Dilma Rousseff (PT). Em Recife, onde Marina havia
obtido 63% dos votos no 1.º turno, Dilma venceu na segunda rodada da disputa
por 60% a 40%.
MITO 6:
MINAS GERAIS ELEGE PRESIDENTE
Mesmo se ganhasse seu Estado natal, Aécio Neves
(PSDB) ainda teria dificuldade em se eleger. Dilma Rousseff (PT) teve 52,4% no
Estado, e o tucano teve 47,6%. Se ele tivesse invertido esse resultado e
ganhado os 550.601 votos que ela ganhou a mais em Minas, ainda faltariam 2,3
milhões de eleitores no resto do Brasil. Na votação total de Aécio, Minas
representa 11%, menos que a soma de Santa Catarina e Bahia. Só uma vitória
distante em Minas, de 63% a 37%, daria a Aécio os votos necessários para ganhar
de Dilma. Com esse resultado – quase igual ao do Estado de São Paulo (64% a
36%) –, ele teria 52.771.137 de votos em todo o Brasil, um a mais que Dilma.
Mas uma vantagem tucana como essa não acontece em eleições presidenciais em
Minas desde que Fernando Henrique Cardoso ganhou em 1994, no primeiro turno.
Naquele ano, derrotou Lula no Estado por 65% a 22%. Nem em sua segunda vitória
de primeiro turno, em 1998, Fernando Henrique repetiu o resultado: foi 56% a
28%.
MITO 7:
ABSTENÇÃO É ALTA E DEMONSTRA APATIA
Ao fim de todas as eleições, analistas correm para
declarar que cerca de um quinto da população decidiu não votar. O número se
baseia na abstenção divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou seja,
os eleitores que não foram às seções eleitorais. Historicamente, a abstenção
gira em torno de 20% e o número não varia muito de eleição para eleição.Essa
análise é falha porque atribui às abstenções um peso político maior que o que
de fato têm. Isso porque o suposto não comparecimento às urnas tem mais a ver
com uma falha no cadastro eleitoral do TSE que com a falta de engajamento
político. A abstenção foi menor em 2014 precisamente nos municípios que
passaram recentemente pelo recadastramento biométrico — em que os eleitores
registram na Justiça Eleitoral suas impressões digitais. O recadastramento
remove da lista do tribunal eleitores que já morreram, e que, naturalmente, não
podem aparecer para votar.
domingo, 7 de setembro de 2014
CARTA ABERTA AOS ADOLESCENTES E A JUVENTUDE DE CAICÓ
Sobre o aumento da
criminalidade e de seu processo de doutrinação
Por
Professor Thiago Costa
Boa noite, venho através
desse espaço me dirigir a todos os adolescentes e jovens da nossa querida cidade,
Caicó, convidando-os a refletir sobre alguns fatos que acredito ser de
interesses de todos e que se relacionam com a expansão do tráfico, do consumo
de drogas e o que é pior, o aumento da apologia ao crime.
Tenho notado que está
existindo uma espécie de “pedagogia” do crime em nossa cidade, algo como uma
doutrinação. Minha impressão é que aqueles que têm buscado ampliar o crime e o
mercado de drogas na nossa cidade não têm agido de forma desinteligente, pelo
menos é a impressão que tenho quando observo a forma como buscam aliciar os
menores de idade e a nossa juventude.
Primeiro o aliciamento se
dar fora das escolas; posteriormente, eles parecem recrutar um grupo de seguidores
pré-adolescentes, adolescentes e jovens os quais rodam as escolas, fazem
amizades com outros, criam vínculos, compartilham fotos e musicas pelos
celulares e pelas redes sociais na Web que reforçam a apologia ao crime; criam
linguagens corporais compostas de gestos, estilos de vestimentas e símbolos como
uso de crucifixos com cores variadas.
Desse jeito parece que tem
se forjado, aparentemente de modo intencional,
uma cultura particular de apologia na qual num primeiro momento esses
jovens e menores de idade tomam como moda, brincadeira, mas, que em muitos
casos têm sido a porta de entrada para as drogas e a criminalidade, quando se
passa a ser recrutado para serem os próximos “aviõezinhos”, divulgadores e “ heróis”
da comunidade.
Quando falo em heroísmo,
falo em uma postura que me parece fazer parte dessa suposta metodologia de
doutrinação, aonde o “boy” (na linguagem do grupo) é, além de um amigo, uma
espécie de herói urbano disposto a defender a todos da comunidade da ameaça de
seus rivais.
Ou seja, parece que há uma inteligência
por traz de tudo isso atuando justamente no foco, aonde não tem chegado o
estado, a sociedade e a família. É no vácuo afetivo, na ausência de politicas
mais eficientes de inclusão social, de acolhimento, de oportunidade. É na ausência
de vinculo afetivo deixado pelas famílias, pelos lideres comunitários, por uma
parcela de educadores que tem dificuldade em entender a cabeça da juventude e
de se aproximar (dentre os quais eu me incluo) que esses “pedagogos” do crime
têm atuado. Precisamos rever os nossos conceitos e nossa maneira de lidar com
essa nova geração.
Porém, mesmo reconhecendo a
divida do estado, da sociedade, da família e a minha também quero pedir, diante
dos fatos que temos vivenciado, que os adolescentes e os jovens estejam alertas,
que sejam mais reflexivos.
Músicas que fazem apologia a
criminalidade, ao uso de drogas, não é lega! O falso amigo que se aproxima de
ti, que busca te passar valores como esses, que te oferece drogas e que cuja
pura e simples companhia já lhe coloca em posição de risco não é um herói.
Esses heróis são, na
verdade, vítimas, negligenciadas e marginalizadas por um tipo de sistema
social, politico e econômico, que tem como principio de existência a exclusão e
o caráter predatório, onde o homem passa a ser o lobo do próprio homem, a
saber, o capitalismo. Esses supostos “heróis” são, na realidade, vitimas que
foram recrutadas e que passam a fazer parte de um rol de seres humanos que
precisam de ajuda, e não que tem ajuda a oferecer.
Por último, quero deixar
claro que essas palavras não saíram da mente de um profundo conhecedor do tema,
mas, sim, apenas de um cidadão que tem observado e se preocupado com a expansão
dessa doutrina do crime em nossa cidade. Espero que aqueles que lerem esse
texto também opinem, que a gente possa trocar mais informações, entender melhor
esse fenômeno indesejado e buscar algumas soluções, sendo elas pacificas e dentro
do âmbito legal.
Assinar:
Postagens (Atom)