quarta-feira, 16 de abril de 2014

Segundo projeções do governo federal, o salario mínimo do próximo ano deverá ter aumento de 7,71%



A expectativa do governo para o salário mínimo do ano que vem é de R$ 779,79, segundo o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, divulgado na manhã desta terça-feira. O mínimo é corrigido anualmente seguindo a fórmula que leva em conta a correção da inflação do ano anterior, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e o crescimento da economia nacional de dois anos antes.

O projeto da LDO define as diretrizes que devem ser seguidas para a formulação do Orçamento Geral da União. A proposição parte do poder Executivo e tem de ser aprovada pelo Congresso Nacional. O texto do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias apresenta ainda as previsões do governo para indicadores econômicos do ano seguinte.

Conselho de Saúde de Caicó se reuniu hoje (16/04/2014) em plenária ampliada



Realizou-se hoje, das 13h as 17h, no salão da antiga prefeitura de Caicó, mais uma plenária ampliada do Conselho de Saúde do município.

O objetivo foi a escolha de 28 delegados para representar o município na 2ª Conferencia de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora da 4ª região de saúde (região do Seridó).

A escolha do delegado obedeceu a seguinte paridade: 50% de usuários, 25% gestores  e 25% profissionais de saúde.

A plenária teve como tema central a saúde do trabalhador e da trabalhadora, direito de todos e todas e dever do estado.
 
A Conferência Regional, a ser realizada no próximo dia 30 de abril será um momento de debate onde, respeitando os princípios de uma sociedade democrática, convoca-se a sociedade assim como os profissionais das áreas para ouvir e dar sua opinião.

É um momento rico em ideias, as quais podem ser utilizadas pelos gestores para desenvolver futuros projetos para áreas, visando uma melhor prestação do serviço publico de saúde aos usuário de nossa região.

O município de Caicó decreta ponto facultativo nessa quinta-feira


De acordo com o DECRETO Nº. 367 DE 09 DE ABRIL DE 2014, nesta quinta-feira, dia 17 de abril será PONTO FACULTATIVO no município de Caicó.

Vamos aproveitar o feriadão! 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

A saúde das economias emergentes





Por Luiz Inácio Lula da Silva(Lula)


 

Nos últimos meses têm surgido na mídia internacional alguns juízos apressados e superficiais sobre um inevitável declínio econômico dos chamados países emergentes e a sua suposta “fragilidade”.

Os que pensam assim não compreendem o alcance das transformações que o mundo viveu nas últimas décadas e o verdadeiro significado do salto histórico que deram países como a China, a Índia, o Brasil, a Turquia e a África do Sul, entre vários outros. Não percebem que a economia desses países, além de crescer de modo extraordinário, passou também por uma mudança de qualidade. Tornou-se  mais diversificada, eficiente e profissional. E muito mais rigorosa e prudente do ponto de vista macroeconômico, sobretudo no que se refere às políticas fiscal e monetária. Não levam em conta que os países emergentes, com tremendo esforço e determinação,  reduziram sistematicamente  a sua vulnerabilidade interna e externa e agora estão muito mais aptos a enfrentar as oscilações econômicas globais. Por isso, quem os avalia por critérios superados, de décadas atrás – os estereótipos sobre as eternas mazelas do “terceiro mundo”– acaba subestimando a sua solidez e o seu potencial de crescimento.

Até pelos erros de avaliação cometidos na véspera da crise de 2008, quando grandes empresas norte- americanas e europeias à beira da falência eram consideradas por muitos analistas como modelo de solidez e competência, penso que seria recomendável maior objetividade nos diagnósticos e, principalmente, nos prognósticos.

Um dos principais ensinamentos a tirar da crise, que não surgiu nas  nações em desenvolvimento, mas nos países mais ricos do planeta, é que as opiniões sobre as economias e o destino dos países devem evitar tanto o elogio inconsistente quanto o alarmismo sem fundamento. A busca equilibrada da verdade é sempre o melhor caminho. E isso supõe examinar de perto, meticulosamente, sem preconceitos nem velhos clichês, a economia real de cada país.

Os países emergentes, obviamente, não estão nem nunca estiveram isentos de desafios. Integrados ao mercado mundial, tem que lidar com as consequências de um maior ou menor dinamismo da economia global. Mas hoje não dependem exclusivamente das exportações que, apesar da crise, mantiveram um volume muito expressivo. Os países emergentes criaram fortes mercados internos, ainda com enorme horizonte de expansão.  A retomada dos Estados Unidos e da Europa não torna essas economias menos atrativas para o investimento estrangeiro, que continua a chegar em grande quantidade. As economias desenvolvidas precisam, mais do que nunca, de mercados ainda elásticos para a sua produção, e esses mercados estão principalmente na Ásia, na América Latina e na África. Sem falar que o crescimento norte-americano e europeu tende a favorecer o conjunto do comércio mundial.

A queda no ritmo de crescimento dos emergentes costuma ser exemplificada com a situação da China, que chegou a crescer 14 por cento ao ano e hoje cresce em torno de 7%.  É evidente que, com a desaceleração dos países ricos, a China não poderia manter a mesma velocidade de expansão. O que se esquece, porém, é que 10 anos atrás o PIB da China era de cerca de 1.6 trilhão de dólares e hoje é de quase 9 trilhões de dólares. A taxa de crescimento é menor, mas sobre uma base muitíssimo maior. Além disso, deixou de ser um país quase que exclusivamente exportador, para desenvolver também o seu mercado interno, o que demanda novas importações. Por outro lado, graças à imensa poupança e acúmulo de reservas, a China passou a ser uma importante fonte de investimentos externos na Ásia, na África e na América Latina.

Embora sejam economias menores do que a China, os outros emergentes, com diferentes ritmos de crescimento – mas sempre crescendo – também apresentam boas perspectivas.

É o caso do Brasil, que está sabendo ajustar-se ao novo cenário internacional e tem condições concretas não só de manter as suas conquistas econômicas e sociais, mas de continuar avançando.

Os dados da economia brasileira falam por si. No último decênio, o Brasil conseguiu tornar-se em vários aspectos um novo país. O PIB, que em 2003 era de 550 bilhões de dólares, hoje  supera os 2.1 trilhões. Somos hoje a sétima economia do mundo. O comércio externo passou de 119 bilhões de dólares anuais em 2003 para 480 bilhões em 2013. O país tornou-se um dos seis maiores destinos de investimento externo direto, recebendo 63 bilhões de dólares só no ano passado, de acordo com as Nações Unidas. É grande produtor de automóveis, máquinas agrícolas, celulose, alumínio, aviões; e líder mundial em carnes, soja, café, açúcar, laranja e etanol.

Baixamos a inflação de 12.5 por cento em 2002 para 5.9 por cento em 2013. Há dez anos consecutivos ela permanece dentro dos limites estabelecidos pela autoridade monetária, mesmo com a aceleração do crescimento. Reduzimos a divida pública líquida praticamente à metade; de 60.4 por cento do PIB para 33.8 por cento. Desde 2008, o país fez superávit primário médio anual de 2.5 por cento, o melhor desempenho entre as grandes economias. E a Presidenta Dilma Rousseff anunciou o esforço fiscal necessário para manter a trajetória de redução da divida em 2014.

Com 376 bilhões de dólares em reservas, dez vezes mais do que em 2002. Diferentemente do passado, hoje o Brasil pode lidar com flutuações externas ajustando o câmbio sem turbulências nem artifícios.

Esses resultados poderiam ter sido ainda melhores, não fossem os impactos da crise sobre o crédito, o câmbio e o comércio global. A recuperação dos Estados Unidos é uma excelente notícia, mas neste momento a economia mundial reflete a retirada dos estímulos do FED. E, mesmo nessa conjuntura adversa, o Brasil cresceu 2.3 por cento no ano passado, um dos melhores resultados dentre os países do G-20 que já divulgaram os indicadores de 2013.

O mais notável é que, desde 2008, enquanto o mundo, segundo a OIT, destruiu 62 milhões de empregos, o Brasil criou 10.5 milhões de novos postos de trabalho. A taxa de desemprego é a menor da nossa história. Não vejo indicador mais robusto da saúde de uma economia.

Há uma década o país trabalha ativamente para ampliar e modernizar a sua infraestrutura. Aumentamos a capacidade energética de 80 mil MW para 122 mil MW e estamos construindo três hidrelétricas de grande porte. Além disso, o governo lançou um vasto programa de concessões de portos, aeroportos, rodovias, hidrovias e distribuição e geração de energia no valor de mais de 170 bilhões de dólares.

Recentemente estive com investidores globais, em Nova Iorque, mostrando como o Brasil se prepara para dar passos ainda maiores na nova etapa da economia mundial. Pude comprovar que eles  tem uma visão ao mesmo tempo realista e positiva do país e do seu potencial de crescimento. Seguirão investindo no Brasil e, com certeza, terão bons resultados, crescendo junto com o nosso povo.

O novo papel que os países emergentes assumiram na economia global não é algo efêmero, transitório. Eles vieram para ficar. A sua força evitou que o mundo mergulhasse, a partir de 2008, numa recessão generalizada. E não será menos importante para que a economia global volte a ter um ciclo de crescimento sustentado.

(Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil, que agora trabalha em iniciativas globais com Instituto Lula e pode ser seguido em facebook.com/lula).

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sem um discurso qualificado, opositores de Dilma e do PT apela para a baixaria



Voltou a circula na internet, um boato que atribuía a senadora do PT, Ana Rita, a autoria de uma lei que daria uma auxilio de 2000 reais para garotas de programa.

A falsa notícia, que teve bastante repercussão em 2013, é de autoria do blog, que se diz humorístico, de Joselito Mulle. No texto, o nome da senadora foi alterado para Maria Rita

Assim, tal lei, além de atacar o PT, também expõe toda uma categoria de mulheres que, por um motivo ou por outro o qual não temos mérito de fazer jus, escolhem aquele meio como forma de sobrevivência.

Um boato maldoso, sem pé nem cabeça, típico de quem não tem argumento para sustentar um debate qualificado,

Veja a falsa notícia na íntegra:

Uma proposta polêmica, de autoria da senadora Maria Rita, do Partido dos Trabalhadores, foi aprovada na tarde de hoje por maioria de votos. Trata-se do pagamento de uma bolsa mensal no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) para garotas de programa em todo país.

“O objetivo da bolsa é dar a essas mulheres a possibilidade de terem uma vida mais digna, pois o dinheiro deve ser prioritariamente utilizado com prevenção de doenças”, explicou a senadora.

Segundo ela, o projeto tem interesse público, pois também tem o objetivo de “disponibilizar pra clientela um serviço de melhor qualidade, já que as meninas poderão se cuidar melhor, pagar tratamentos estéticos, frequentar academias etc.”

O projeto de lei vai ser submetido à sanção da presidente Dilma e deve entrar em vigor até o início da copa de 2014.

É isso aí pessoal. Enquanto um professor da rede pública ganha R$898,00 para formar cidadãos dignos uma prostituta ganha R$ 2000,00 para rodar bolsinha com qualidade. Claro que a inciativa do projeto só podia vir de um PETISTA mesmo não é?