sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PROFESSORES DE CAICÓ FARÃO PARADA DE TRÊS DIAS PELO CUMPRIMENTO DO REAJUSTE SALARIAL DETERMINADO PELO MEC.




Estimados colegas servidores da educação e demais cidadãos da nossa Caicó politicamente arcaica, vimos, através dessa nota, comunicar que os professores dessa cidade, em assembléia realizada no dia 09 de agosto de 2012, decidiram que não vão mais aturar a falta de compromisso da atual gestão municipal com a valorização do nosso magistério.

Desde o início do corrente ano estivemos dispostos a negociar, a se reunir com representantes da administração da nossa cidade, a busca meios diplomáticos para resolver o nó do não cumprimento da lei do piso salarial dos professores, que determina o reajuste salarial da categoria com base no valor aluno, que este ano deve obedecer a determinação do MEC, a qual institui uma correção de 22,22%.

Além dessas diversas tentativas de buscar um canal de negociação para o mencionado nó, buscamos a via jurídica, a qual tem se arrastado lentamente em razão das diversas mudanças nos nomes dos responsáveis pela pasta da educação no Ministério Público em nossa cidade.

Caros colegas, temos sido vítimas de vários boatos que especulam sobre possíveis datas para o pagamento do reajuste. Já disseram que seria em Março, depois em Maio, em junho em julho e agora apostam em setembro. Não se iludam. Esses boatos são propositais e tem objetivos claros de engessar a nossa luta.

Outro sim, é importante lembrar que não recebemos as diferenças retroativas ao período entre a determinação do Supremo Tribunal Federal para pagamento do piso e a data em que o mesmo começou a ser pago em nossa cidade. Queremos essas diferenças e também os retroativos desse ano.

Só existem dois caminhos para resolver os conflitos sociais: a diplomacia e a guerra.

Os caminhos diplomáticos já foram vencidos, resta a guerra, e se quisermos realmente o que é nosso temos que partir para luta.

Caso não arregacemos as mangas não teremos reajustes nem em agosto, nem em setembro e nem em nenhum outro mês de 2012. Como diz os mais velhos, para aqueles colegas que ainda não se conscientizaram: “vamos abrir do olho minha gente”

Com tudo o que tem ocorrido, os educadores de Caicó deliberaram, em assembléia geral, pela realização de uma parada de três dias, para mobilização pelo cumprimento da Lei do Piso Salarial do Magistério, que será realizado nos dias 15, 16 e 17 de agosto.

Agora não tem mais conversar, não aceitamos mais ouvir papo furado, queremos o piso salarial já.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Agressividade Policial contra cidadãos na Feirinha de Santana


Vimos pelo presente externa o nosso repúdio e indignação pelo tratamento desrespeitoso e agressivo que partiram de alguns componentes da Polícia Militar de Caicó contra um dos nossos membros.

A informação veiculada pelo Programa Comando Geral, da Rádio Caicó AM, que cita uma ocorrência policial que envolvia um integrante do Bloco Kassa Kabasso, é bastante lacunar em razão de ter como fonte um boletim de ocorrência que escamoteia muitos outros detalhes desse fato.

Na quinta feira, dia 26 de julho de 2012, na Ilha de Santana, na ocasião da Feirinha de Santana, fomos surpreendidos com a chegada de alguns policiais militares, os quais nos abordaram de forma grosseira, mandando que nos retirássemos do local, exclamando: eu quero que vocês retirem esse caixote agora.

Diante disso, um dos nossos colegas, pediu apenas que os policiais tivesse calma, que não havia necessidade daquela atitude, pois já tínhamos entendido e iríamos procurar outro espaço para ficar. Porém, após essas justificativas, o referido colega foi agredido fisicamente e exposto moralmente diante de todos que passavam, inclusive, com socos na boca.

Depois disso, os policiais pediram a nosso membro para fornece-lhes alguns dados para que eles pudessem preencher uma ficha. Em seguida, os policiais se retiraram. Quando pensávamos que o “espetáculo de brutalidade” já havia terminado, os policiais retornaram, obrigaram o nosso colega agredido a entrar na viatura, expondo-o novamente diante de todos os presentes, e o conduziu a delegacia civil.

Ao chegarmos à delegacia percebemos que a vitima das agressões policias já se encontrava no local. Orientado, por telefone, por um advogado, pedimos para entrar na delegacia, para podermos testemunhar a forma como ele estava sendo tratado. Porém, esse direito nos foi negado.

Depois de bastante tempo no interior da delegacia, o nosso amigo foi liberado, sem ter sido feito nem mesmo o exame de corpo e delito. Inclusive, o que foi repassado para o nosso amigo é que ele não teria como fazer o mencionado exame, pois não dispunha de uma ordem policial para tal fim. Deixo aqui uma interrogação: essa ordem era realmente necessária? Se essa ordem fosse necessária, e se os policiais estavam tão convictos da lisura de seus atos, por que a mesma não foi expedida.

No tempo em estivemos do lado externo da delegacia fomos, também, vítimas de ironias e insultos, perguntavam se éramos advogados, nos chamavam de jurista, pois, certamente, na concepção de alguns daqueles policias, a lei é um instrumento restrito aos magistrados.

Esclarecemos, inclusive para aqueles policias, que estávamos ali, primeiramente em solidariedade a um amigo que teve o seu direito a integridade física e moral, que nos é garantido constitucionalmente, desrespeitado. Reivindicávamos o cumprimento da lei, mesmo não sendo advogado, por que, diferente da concepção daqueles policiais, entendemos a legislação como um bem público emanado das demandas da própria sociedade.

Envergonha-nos dizer que fomos questionados, inclusive, sobre a razão pela qual estávamos nos sentindo ofendidos, já que quem tinha sido detido era o nosso amigo. Tal questionamento atesta o desconhecimento da noção do Principio da solidariedade, que nos garanti o direito de nos reunirmos coletivamente em pró de uma causa em comum.

Nesse caso, além de um dos nossos colegas ter sido agredido, houve também uma afronta a um direito que não é apenas da vítima, mas, de todos:  o direito a integridade física e moral. Assim, se tivéssemos aceitado passivamente aquele “espetáculo de agressividade” estaríamos afirmando a nossa concordância com aquele tipo de prática, estaríamos nos mostrando a favor de que aquilo voltasse a acontecer com qualquer outro cidadão.

Não questionamos a autoridade daqueles senhores, mas, no entanto, a maneira como eles nos trataram. Temos total respeito pela policia militar e a seus membros. Vale ressaltar, ainda, que temos mais repeito pela Polícia Militar do quê o que os policiais que nos abordaram demonstram ter, pois gestos grosseiros como aqueles só servem para manchar a imagem daquela honrosa instituição.

Ratificamos, mais uma vez, a nossa indignação e repúdio, a atitudes grosseiras, desrespeitosas, e sem nenhum amparo legal como aquelas das quais fomos vítimas.

O Bloco Kassa Kabasso é composto por mulheres e homens trabalhadores, que tem se destacado pela forma pacífica e ordeira como participa do carnaval e outros eventos festivos de Caicó. Somos cidadãos de bem, não somos bandidos, exigimos respeito.

Obrigado.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Só sucesso no arraial da Severina Brito

No último dia 29 de junho, sexta feira passada, a Escola Municipal Severina Brito da Silva, realizou o seu João Pedro.

O primeiro evento junino da nova gestão da referida escolar já pode ser considerado um sucesso. Muita comida de milho, quadrilhas e outras apresentações culturais realizadas pelos alunos e que abrilhantaram a nossa festa.
Em breve estaremos disponibilizando – nesse blog, no mural da escola e em reuniões escolares – a prestação de contas do nosso João Pedro.

Confira, abaixo, as fotos da nossa grande festa junina.

















segunda-feira, 25 de junho de 2012

FESTA JUNINA: ORIGENS E TRADIÇOES




Festa Junina
Você sabe a origem da festa junina?

As Festas Juninas são celebradas ao longo do mês de junho. Sua origem foram as festas pagãs, com fogueiras e queimas de fogos para afugentar os maus espíritos. Elas começaram nos campos e plantações originando os trajes típicos de caipiras e sinhazinhas, com casamento de roça, discurso do padrinho, as capelinhas decoradas etc.
Com o passar do tempo, as festividades foram tomando um cunho religioso.
Pela tradição, a festa junina consiste em celebrar os bons resultados da colheita e também, pedir que o próximo plantio traga bons frutos. São João é o santo protetor das colheitas e se faz comemorar com seus seguidores: Santo Antonio e São Pedro (assim, 24, 13, 29 de junho).
Esta festividade demonstra devoção e homenagem dos devotos. As festas juninas estão enraizadas de arte popular com suas influências próprias das regiões, cheias de pureza, ingenuidade, poesia e inspiração.
Vamos agora aprender um pouco mais sobre alguns elementos e atividades que toda a festa junina tem, segue:
 
Fogueira
A fogueira na festa junina representa chama de vida e boas novas. Elas são utilizadas para esquentar as comidas típicas, como canjica, curau e até mesmo o quentão, bebida própria para aquecer em dias de frio, temperada com gengibre. A fogueira, fica em envidência na festa e é rodeada por lanternas e bandeirinhas formando o típico ambiente de arraial.
 
Música
A música é tocada ao longo da festividade sob o ritmo acentuado de forró. A banda é um item imprescindível, funciona como animadora. A banda esta composta de vários instrumentos como: tambores, bongós, pauzinhos, guisos, reco-reco, berimbau, cackeckê, triângulos, etc.
Para ver a letra de algumas das musicas mais tradicionais clique aqui!

Dança
Existem diversas danças, mas a mais conhecida é a quadrilha.
A quadrilha é uma dança feita para agradecer a boa colheita e homenagear São João, Santo Antônio e São Pedro. Nela, um marcador comanda a dança. Os comandos devem ser seguidos e respeitados.
Esta dança típica chegou ao Brasil durante o período regencial e fez grande sucesso na corte do Rio de Janeiro, caindo depois no gosto popular. A sanfona, a vila, o violão e o triângulo são instrumentos muito utilizados para acompanhar a quadrilha.
A dança começa com os casais posicionados frente a frente. Os cavalheiros cumprimentam as damas e em seguida, as damas cumprimentam os cavalheiros. Eles trocam de lado, em seguida o cavalheiro busca a dama e começa o grande passeio pela roça. Esse passeio apresenta diversas interferências ditas pelo marcador, como "olha a chuva, "olha a cobra". Ao final, o casal despede-se.
 
Brincadeiras
Corrida de sapatos
Os sapatos dos participantes da atividade são misturados e colocados a uma certa distância da linha de partida. Após o sinal, os jogadores devem ir pulando com o pé esquerdo até o local onde estão os sapatos estão, calçar e voltar ao ponto de partida. Os participantes que calçarem os sapatos errados ou trocados serão desclassificados.
O jogo também pode ser realizado em equipes. A equipe que terminar de calçar os sapatos e voltar ao ponto de partida primeiro, vence o jogo.
 
Corrida do ovo
É estabelecido um ponto de partida e de chegada. Os participantes devem estar posicionados no ponto de partida. Eles receberão uma colher com um ovo. A colher é colocada na boca. Vence o participante que chegar ao final primeiro sem derrubar o ovo da colher.