terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nem diferença do décimo e nem atualização do piso. Ficamos a ver navios!



Como todos sabem, o décimo terceiro salário dos servidores municipais de Caicó foi pago com base num calculo equivocado, uma vez que não levou em consideração o valor pago no mês de dezembro, resultando em prejuízos financeiros e no descontrole do orçamento familiar de centenas de trabalhadores.
 
Havia esperanças e boatos de que a diferença do décimo terceiro fosse pago juntamente com o salário do mês de janeiro.
 
Outro fato que tem gerado expectativas é o reajuste do valor do piso salarial. Com base na Lei 11.738, que versa sobre o piso nacional do magistério, a cada mês de janeiro o valor do salário base dos educadores deve ser atualizado.
 
Contudo, os servidores da educação do município de Caicó que foram ao Bradesco receber seu salário do mês de janeiro tiveram uma “surpresa” nada agradável. Nem piso nem diferença do décimo, só o salário (já defasado) limpo e seco.
 
Nesse caso, é bom que se entenda a palavra surpresa entre aspas bem alopradas. Afinal, na atual gestão municipal, em se tratando de política salarial para servidores da educação de Caicó nada é surpresa.
 
Realmente, infelizmente, ficamos a ver navios. Política salarial para educadores não é prioridade da prefeitura de Caicó. Até quando ficaremos no prejuízo?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PROFESSORES EM ESTADO DE ALERTA


Descumprimento do piso salarial sofrerá ação judicial


Não cabendo mais recursos do governo nem de prefeitos sobre a implementação da lei do piso nacional, a direção do Sinte-RN recorrerá - com medidas judiciais - à implantação imediata dos 22,22% com efeito retroativo a janeiro. Também será cobrado o 1/3 de hora atividade.
Segundo a coordenador do Sinte-RN em Mossoró, Rômulo Arnaud, o reajuste deve ser feito de acordo com o que o governo investe anualmente em cada aluno. "O piso é constitucional, é reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal", diz.
Rômulo afirma que o Governo do Estado ainda não demonstrou que irá reduzir a carga horária dos professores dentro da sala de aula. “A carga horária no Estado é de 30 horas”. Os professores devem ficar 20 horas na sala de aula, as outras dez são extra classe.
No entanto, os profissionais da educação ficam, normalmente, 24 horas no ambiente de ensino. Queremos que essa carga horária seja reduzida, afirma.
De acordo com o coordenador do sindicato, o Governo do Estado não estaria disposto a pagar o piso salarial. “Recebemos a informação de que o governo Rosalba, até agora, não determinou que o piso salarial fosse pago”.
A direção do Sinte-RN tem sugerido que a categoria conheça mais as ações judiciais que serão impetradas em defesa dos interesses dos trabalhadores. Lembra também que o fato de o Sindicato acionar a justiça não significa que isso substitua a campanha educacional e salarial, cuja pauta será aprovada nas assembleias da categoria.
FONTE: BLOG DO PROFESSOR ANTÔNIO NEVES
http://professorantonioneves.blogspot.com/2012/01/professores-em-estado-de-alerta.html

Polícia para quem????????????

Caros leitores, venho através desse texto externar a minha indignação e constrangimento diante da atitude violenta de alguns policiais contra um amigo meu ontem durante a feirinha do padroeiro do bairro Recreio.

Tudo começou quando teve uma briga entre alguns “valentões”. Nessa hora, o cantor do conjunto musical de Rodolfo Lopes parou e pediu a presença da Polícia Militar.

A briga se estendeu por volta de 10 minutos e a PM não apareceu para conter a fúria dos “machões”.

Durante todo o período da briga, eu, meu amigo Francisco (que também é funcionário público) e seu irmão Mailon (que trabalha numa distribuidora de água mineral) estávamos juntos na mesa, longe e salvo de qualquer confusão.

Após muito tempo de briga, os próprios amigos dos “brigões” conseguiram contê-los.

Passado cerca de uma hora e meia, a PM entra no local da festa, escolhe algumas pessoas para bater, jogar na parede e Revistar. Essas pessoas que foram escolhidas eram pessoas que não estavam dentro dos padrões convencionalmente aceitos como “bem vestido”. Entre esses escolhidos estava o meu amigo Mailon (também conhecido como Totô).

Detalhe, os valentões envolvidos na briga eram pessoas que estavam muito bem vestidas. Por que será então que pessoas tidas como mal vestidas foram quem sentiram o peso do bastão da PM?

Mailon é negro, gosta de usar bermudão, usa brincos. Seriam essas as razões que teriam credenciado o mesmo a apanhar?

Tanto eu quanto Francisco insistimos muito para que Totô não fosse preso injustamente. Tentávamos explicar aos policiais que o mesmo estava conosco no momento da confusão, mas eles não estavam interessados em nos escutar. Quando terminaram de revistar Totô, os policiais pediram para que nós o retirássemos da festa.

Quero deixar claro que não tenho intenção de denegrir a Policia Militar, mas apenas comunicar as autoridades, em especial ao comando dessa instituição, a atitude de alguns policiais.

Infelizmente, saímos da festa com a triste impressão de que Policia e justiça são conceitos que só pesam sobre os mais pobres.

No final das contas, o que vimos foi um trabalhador que pagou para desfrutar de momentos de lazer numa festa, foi humilhado e expulso por aqueles que nós pagamos para nos defender. Um fato triste, lamentável.
.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Lula rouba a cena em despedida de Haddad



Em tratamento contra o câncer de laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira (24), em Brasília, da despedida de Fernando Haddad do Ministério da Educação. De chapéu preto, Lula desceu a rampa do Salão Nobre do Palácio do Planalto aos gritos de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e se sentou ao lado da presidente Dilma Rousseff.
 
Lula chegou ao palácio pela garagem, acompanhado de Luiz Dulci, assessor e ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Tirou foto com servidores e subiu ao gabinete presidencial para encontrar Dilma. A presidente fez, inclusive, uma reverência especial a Lula no início de seu discurso:
 
- Com o passar do tempo, todos nós viramos um bando de chorões. Todos aqui choraram e também posso não conter as lágrimas. O ex-presidente Lula sempre disse para mim ‘pode chorar que não faz mal algum’. É uma honra para mim recebê-lo aqui.
 
Lula, que se mostrou emocionado durante toda a cerimônia, também foi citado no discurso de Haddad. Mas coube a Aloizio Mercadante, novo ministro da Educação, o momento mais íntimo do evento. Ao lembrar-se de um quadro dado a ele por Lula após as eleições de 1989, Mercadante recitou, com a voz embargada, o trecho de um poema.
 
- O senhor plantou semente por esse Brasil inteiro. Semente de esperança, de dignidade do povo. Uma dessas sementes foi a nossa presidente Dilma. Quem está dentro do governo sabe que ela é fundamental em toda a trajetória.
 
Essa é a segunda vez que Lula participa de uma cerimônia no Palácio do Planalto. Em março do ano passado, o ex-presidente esteve no local durante o funeral do ex-vice-presidente José Alencar.
 
Carnaval
 
Lula, que deixou o Salão Nobre do Planalto sem conversar com a imprensa, volta ainda hoje para São Paulo. Nesta quarta-feira (25), ele terá mais uma sessão de radioterapia, tratamento. De acordo com José Chrispiniano, assessor do ex-presidente, Lula manifestou vontade de desfilar na Gaviões da Fiel, escola de samba que vai homenageá-lo no dia 18 de fevereiro, durante o Carnaval de São Paulo.
 
- Ele quer muito participar, mas ainda tem de ver como vai reagir ao tratamento. Ele está tendo sessões semanais que devem durar até meados de fevereiro.
 
 FONTE:  R7 NOTICIAS
 
http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lula-rouba-a-cena-em-despedida-de-haddad-20120124.html?question=0

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mas o que é o PNE?

                                      

Muitos de nós, educadores, gestores, pais e alunos, já deve ter ouvido falar sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), pois, afinal, o mesmo tem sido tema corriqueiro em uma gama de veículos midiáticos por aí afora. No entanto, há ainda, e infelizmente, muita desinformação sobre o assunto por parte de nós cidadãos.
 
O PNE é o Plano Nacional de Educação que será criado através de um projeto de lei para vigorar pelo prazo de 10 anos, sendo composto por 10 diretrizes objetivas e 20 metas onde são explicitadas as estratégias para sua execução.
 
Entre outras coisas o documento prever: universalização do ensino; estratégias para exclusão das minorias (grupos indígenas, grupos quilombolas, alunos do campo, alunos em regime de liberdade assistida, alunos com deficiência); premiação para iniciativas desenvolvidas em todos os níveis, modalidades e etapas do ensino; incentivo a formação continuada; estímulo a expansão do estágio.
 
Outro ponto importante do projeto é o comprometimento com a obtenção de melhores resultados nas avaliações do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). O grande desafio é que os alunos brasileiro obtenham, até 2021, média 6 na avaliação do Ideb (que contém uma escala de 0 a 10) equivalente a resultados obtidos por países desenvolvidos.
 
O PNE prever ainda meios de controle social, ou seja, mecanismos através dos quais a sociedade deverá ser consultada devendo, portanto, contribuir na fiscalização e na cobrança para que os objetivos e metas sejam cumpridos.
 
Contudo, apesar de ser um documento relevante no estabelecimento de um rumo para o futuro da educação brasileira, o PNE tem sido alvo de críticas polêmicas, cuja principal delas gira em torno ao percentual do Produto Interno Bruto que deve ser destinado para favorecer a execução daquele projeto.

Confira aqui o Projeto de Lei

Ralatório final do PNE será votado em março de 2012

No que diz respeito à elaboração do Plano Nacional de Educação (PNE) o ano de 2011 foi marcado por muita discussão, em que participaram seguimentos da sociedade civil organizada, parlamentares e governo e que resultou na inclusão de várias emendas no projeto original do governo que contem 20 metas a serem cumpridas no prazo de 10 anos.
 
A novo PNE, que tem como relator o deputado federal Ângelo Vanhoni (PT-PR), já deveria está em vigor desde o ano passado, mas sofreu atraso em decorrência de dificuldades enfrentadas nas negociações entre os parlamentares envolvidos na discussão e a equipe do governo, principalmente na questão que se refere ao percentual do Produto Interno Bruto a ser investido na educação.
 
O PNE anterior estabelecida o investimento de 5% do PIB nacional na educação. Havia uma grande pressão, por parte de parcela significativas dos deputados, para que esse percentual subisse para 10%, porém, depois de várias rodadas de negociações estabeleceu-se um percentual 8%.
 
Assim, após discussões que envolviam outros pontos além da questão dos valores a ser investido, apresentou-se no final de 2011 o relatório final que está previsto para ser votado em março passando posteriormente para ser apreciado pelo senado.
 
No quadro abaixo, extraído do site Revista Educação, são apresentadas algumas mudanças ocorridas no PNE com relação à proposta original do governo.